Lula defende criação de Dois Estados para paz entre Israel e Palestina

    O Brasil decidiu tornar-se parte do caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça, disse o presidente

    Foto: Ricardo Stuckert/

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de Dois Estados para que paz e a estabilidade no Oriente Médio entre Israel e Palestina se estabeleçam na região. Para o petista, o Estado da Palestina tem que ser independente e viável, coexistindo lado a lado com Israel, em paz e segurança.

    “Saudamos os países que reconheceram a Palestina, como o Brasil fez em 2010. Já somos a imensa maioria dos 193 membros da ONU”, disse o presidente, em postagem no X nesta segunda-feira (22).

    E completou: “O Brasil se compromete a reforçar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa, inclusive de uso dual, que possam ser usadas em crimes contra a humanidade e genocídio”.

    Em uma sequência de publicações, Lula voltou a criticar o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, iniciado em outubro de 2023 e ainda em curso.

    O palaciano anunciou que o Brasil decidiu tornar-se parte do caso apresentado pela África do Sul à Corte Internacional de Justiça. “Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los. Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, iniciou o presidente.

    Lula disse que nada justifica a morte ou mutilação de mais de 50 mil crianças e condenou a destruição de lares palestinos e o uso da fome como arma de guerra. “Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos. Nada justifica usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, escreveu.

    Segundo o presidente, cerca de meio milhão de palestinos não têm comida suficiente, número maior que a população de cidades como Miami ou Tel Aviv. “A fome não aflige apenas o corpo. Ela estilhaça a alma”, acrescentou.

    Lula concluiu a mensagem afirmando que o que acontece em Gaza não é apenas o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de destruir seu sonho de nação.

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