Centro Acadêmico nega xingamento à professora da UFBA; veja manifestação

    No comunicado, o CARB, ao lado de seu presidente, afirma que o áudio com a expressão ofensiva não foi direcionado à docente

    Foto: Divulgação/ assessoria

    Após a repercussão do episódio em que o estudante Pedro São Paulo, presidente do Centro Acadêmico Ruy Barbosa (CARB) da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi acusado de xingar a professora Juliana Damasceno durante uma reunião da Congregação, o corpo estudantil divulgou uma nota oficial à imprensa nesta quarta-feira (15).

    No comunicado, o CARB, ao lado de seu presidente, afirma que o áudio com a expressão ofensiva não foi direcionado à docente, mas a um colega que estava presente na sala do Centro Acadêmico, onde o estudante participava da reunião de forma remota.

    Segundo o texto, a fala ocorreu em um momento de “desatenção e estresse”, com o microfone aberto “por descuido”, e “não integrou qualquer ataque à professora ou a qualquer outra mulher”. A nota acrescenta que existem testemunhas que podem confirmar a contextualização do fato e que a entidade já abriu procedimentos internos para registrar os relatos e colaborar com a investigação da universidade.

    “Vivemos em uma Faculdade de Direito. E é precisamente por isso que recordamos: nenhum princípio universitário se sobrepõe aos princípios constitucionais. […] Toda acusação deve ser apurada com rigor, mas jamais pode ser convertida em condenação pública sem escuta, sem prova e sem verdade”, diz o comunicado.

    O CARB também criticou o que classificou como um “linchamento digital” contra o estudante e afirmou que Pedro São Paulo pretende adotar medidas legais contra eventuais “acusações caluniosas, injúrias e linchamentos morais” decorrentes da repercussão do caso.

    “A crítica é legítima; o ódio, não. Protegemos, igualmente, quem erra, quem aprende, quem pede desculpas — porque esse também é o papel educativo da universidade”, afirmou a gestão.

    Por fim, a nota reforça que o Centro Acadêmico Ruy Barbosa mantém compromisso histórico com o combate à misoginia e à defesa dos direitos das mulheres, mas pede que “a imprensa e a sociedade ouçam os dois lados da história” antes de tirar conclusões.