Leo Prates defende redução gradual da jornada de trabalho no Brasil

    Deputado também comentou sobre o seu futuro político

    Foto: Luana Neiva / bahia.ba

    Durante o seminário “Alternativas para o Fim da Escala 6×1”, realizado nesta quinta-feira (30) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado federal Leo Prates (PDT) defendeu a redução gradual da jornada de trabalho no Brasil.

    “Estive em São Paulo e fizemos questão de garantir o equilíbrio na formação da subcomissão. Os dois líderes são a deputada Érika Hilton, que representa os trabalhadores, e o deputado Luiz Gastão, que representa o setor empresarial”, explicou Prates.

    O parlamentar lembrou ainda um precedente histórico para embasar a proposta. “O presidente Temer, à época, ofereceu em quatro anos a redução para 40 horas. Então, a decisão que precisamos debater também deve ser feita de maneira escalonada como será feita e de que forma, mas acredito que é perfeitamente possível”, afirmou.

    Leo Prates aproveitou a ocasião para anunciar a criação de uma nova subcomissão. “A Comissão do Trabalho vai instalar, e eu adianto aqui em primeira mão, uma subcomissão do empreendedorismo, que será criada daqui a duas semanas para discutir o mercado de trabalho e o ambiente de negócios. Ela será comandada pelo deputado Joaquim Passarinho”, revelou.

    Mudança de partido?

    Na ocasião, o deputado comentou sobre a possibilidade de deixar o PDT devido a adesão do partido à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.

    “Nós temos um problema, que é que aqui na Bahia eu sou da base do ACM Neto e o partido foi para a base do Jerônimo. Se nós vamos conseguir superar esse momento, eu não sei, não é uma costura fácil. Há possibilidade, eu diria, há possibilidade de filiação ao União Brasil, há sim”, admitiu o parlamentar.

    No entanto, Prates reafirmou seu desejo de permanecer no PDT. “Meu primeiro plano é ficar no PDT, onde eu me sinto bem, não é uma costura fácil pelas questões locais aqui, nacionalmente eu estou muito bem no PDT”, declarou.

    “Mas se eu tiver que sair, eu diria que o caminho mais natural, logicamente, eu vou escutar, a decisão será minha, mas eu vou escutar o ACM Neto e vou escutar o Bruno Reis, mas eu diria que o caminho mais natural, se eu tiver que sair do PDT, é o Republicanos”, finalizou o deputado.