Wagner defende seriedade da CPI do Crime Organizado: ‘Não pode virar palanque’

    O baiano era um dos principais nomes cotados para assumir a presidência da CPI

    Jaques Wagner
    Waldemir Barreto/Agência Senado

    Durante a instalação da CPI do Crime Organizado no Senado Federal, o líder do Governo, senador Jaques Wagner (PT), defendeu que a comissão deve atuar com seriedade e não se transformar em palanque político em um ano pré-eleitoral.

    “Eu creio que todos estão imbuídos de fazer um trabalho para contribuir para que a sociedade brasileira tenha tranquilidade nessa área de segurança. A única coisa que não deve acontecer aqui é isso virar um palanque eleitoral num ano pré-eleitoral e essa disputa começar a se falar de governo e oposição. Aqui se trata da sociedade civil como um todo querendo se organizar. Existem pensamentos diferentes, evidentemente, mas eu acho que a gente pode dar uma contribuição, como Senado da República, ao governo, aos governos estaduais e até municipais, para que, todos articulados, possamos fazer esse combate”, afirmou o senador.

    Inclusive o baiano era um dos principais nomes cotados para assumir a presidência da CPI. No entanto, o senador Fabiano Contarato (PT)  foi escolhido para presidir a comissão parlamentar de inquérito que vai investigar o crime organizado. Ele foi eleito pelos membros da comissão nesta terça-feira (4), na primeira reunião do colegiado.

    O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) será o relator, responsável por conduzir o inquérito e propor medidas, como indiciamentos e projetos de lei.

    Veja os integrantes da CPI do Crime Organizado:

    Titulares

    Alessandro Vieira (MDB)
    Sérgio Moro (União)
    Marcos do Val (Podemos)
    Otto Alencar (PSD)
    Nelsinho Trad (PSD)
    Jorge Kajuru (PSB)
    Flávio Bolsonaro (PL)
    Magno Malta (PL)
    Rogério Carvalho (PT)
    Jaques Wagner (PT)

    Suplentes

    Marcio Bittar (PL)
    Zenaide Maia (PSD)
    Eduardo Girão (Novo)
    Fabiano Contarato (PT)