Espetáculo celebra a ancestralidade afro-baiana em experiência sensorial

    Apresentações gratuitas acontecem em Lauro de Freitas e Camaçari, nos dias 13 e 21 de novembro

    Foto: Ricard Fontes/ Divulgação

    Como desfecho das oficinas gratuitas de dança afro-brasileira realizadas em Salvador e Lauro de Freitas (BA), o espetáculo de encerramento do Projeto Circulação Tradições reúne jovens artistas negros e periféricos em uma celebração da ancestralidade e da cultura popular baiana. A apresentação promove uma imersão sensorial em que dança, música e projeções audiovisuais se encontram para revelar o elo profundo entre África e Brasil.

    Com 50 minutos de duração, o espetáculo utiliza projeções que retratam as belezas da Bahia e a força simbólica dos elementos da natureza, conduzidas por composições rítmicas que guiam a performance. No repertório, expressões como dança afro, capoeira, maculelê, puxada de rede, samba de roda e a representação dos orixás evocam a ancestralidade e a resistência que sustentam as tradições afro-baianas.

    O elenco é formado por jovens negros, periféricos e LGBTQIAPN+, participantes das oficinas realizadas entre agosto e outubro em Salvador e Lauro de Freitas. As formações, mediadas por Denys Silva, Rose Gentill e Alexsandro Palmeira, ofereceram 90 vagas gratuitas e promoveram o desenvolvimento corporal, a musicalidade e a consciência ancestral como ferramentas de valorização identitária e transformação social.

    “Mais do que uma mostra artística, é o resultado de um processo formativo de empoderamento e pertencimento”, destaca Denys Silva, diretor artístico da Cia Tradições. Ele acrescenta: “Estamos muito felizes com a realização das oficinas. Foram meses intensos, com depoimentos emocionantes sobre o impacto desse processo na vida dos participantes. Agora partimos para a segunda parte do projeto, as apresentações, com um elenco selecionado em audição. Estamos muito gratos por viver essa nova temporada na Bahia.”

    Fundada em 2009, a Cia Tradições é reconhecida por seu trabalho na valorização das tradições populares e na formação de jovens artistas oriundos de comunidades periféricas. A companhia segue fortalecendo o diálogo entre arte, educação e identidade, reafirmando a arte como território de resistência e memória.

    O espetáculo tem classificação livre e é indicado para o público de 10 a 60 anos, com apresentações gratuitas nas seguintes datas e locais:

    • Cine Teatro Lauro de Freitas | 13 de novembro | 20h

    • Teatro Alberto Martins (Camaçari) | 21 de novembro | 19h