Felipe Freitas detalha comitê que vai monitorar mortes em operações policiais

    Secretário também destacou o papel das câmeras corporais

    Foto: Carolina Papa/Bahia.ba

    Após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) instalar o comitê que vai monitorar todas as mortes decorrentes de ações policiais na Bahia, o secretário de Segurança Pública, Felipe Freitas, detalhou a função do novo órgão em entrevista ao bahia.ba nesta quarta-feira (19).

    “As operações policiais, elas precisam cada vez mais ser efetivas no sentido de produzir prisões, de produzir apreensões de materiais ilegais, de serem resultados de investigação e de inteligência. Essa é a aposta do governo do Estado. Todas as vezes que numa operação policial há uma pessoa morta, seja ela policial, seja ela não policial, a gente tem uma tragédia, tem um problema que a gente precisa enfrentar. Nós queremos produzir operações policiais com alta qualidade, sem deixar pilhas de corpos pelo chão. Essa é a estratégia, a decisão, a orientação do governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou Freitas.

    O secretário também destacou o papel das câmeras corporais para dar mais segurança jurídica aos agentes e transparência às ações.

    “E para produzir isso a gente tem que qualificar, proteger, valorizar os policiais e isso se faz de várias maneiras, inclusive com o uso da tecnologia. As câmaras corporais são umas aliadas nossas no sentido de garantir a proteção do policial, que muitas vezes é vítima de acusações infundadas. A declaração do policial é difícil de ser provada por conta das características da atividade, e com as câmeras a gente vai ter mais transparência e mais proteção para todo mundo”, continuou ele.

    Por fim, sobre o comitê, Felipe Freitas explicou que ele é formado por todas as forças de segurança e servirá tanto para aprimorar técnicas e tecnologias quanto para acompanhar metas de redução da letalidade.

    “Ali o que é que vai se produzir? Vai se produzir, por um lado, o aprimoramento do trabalho da polícia, ou seja, qual é a nova técnica que a polícia tem que utilizar, qual é a nova tecnologia que a polícia tem que contratar, quais são os novos planejamentos que precisam ser feitos e, ao mesmo tempo, vão monitorar os resultados. O plano tem metas, metas de qualificação, metas de publicação de protocolo, metas relacionadas, inclusive, à redução efetiva da letalidade policial, e mês a mês, semana a semana, esse coletivo, que é o comitê, vai se reunir, vai observar o atingimento ou não dessas metas e vai entender quais são as medidas que precisam ser anotadas para corrigir, garantindo produtividade policial, ou seja, enfrentamento ao crime organizado e, ao mesmo tempo”, finalizou.