Publicado em 29/11/2025 às 13h00.

Pesquisa nacional apresenta resultados sobre economia do patrimônio cultural em Salvador

Iphan e OBEC oferecem programação gratuita com ações de formação, lançamento dos dados e análises do mapeamento

Redação
Foto: Anderson Schneider/Divulgação OBEC

 

A pesquisa “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade”, pioneira no Brasil, chega à fase de difusão de resultados preliminares e realização de ações formativas destinadas a pessoas participantes da pesquisa e ao público em geral. 

O Observatório da Economia Criativa da Bahia (Obec/BA) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsáveis pela pesquisa, realizam os encontros de Salvador (BA) nos próximos dias 1 e 2 de dezembro de 2025. O acesso é gratuito e as inscrições podem ser feitas no local.

Trata-se de um estudo inédito que lançou o seu primeiro relatório recentemente e agora articula ações de devolutiva que vão passar por 5 cidades envolvidas. Além de Salvador, essas ações também vão acontecer em São Luís (MA), Belém (PA), São Cristóvão (SE), Cachoeira (BA) e em Fortaleza (CE) (em paralelo à programação do MicBR 2025, iniciativa do Ministério da Cultura). 

Essa circulação em cada cidade será composta por três momentos. Primeiro, serão apresentados os resultados preliminares desse estudo. Na sequência, serão realizadas duas oficinas sobre economia do patrimônio cultural – cadeias produtivas e sustentabilidade, com lançamento e distribuição gratuita da publicação “Economia do Patrimônio Cultural: guia introdutório”. Uma oficina será voltada para agentes da gestão pública e a outra, com emissão de certificado, estará aberta à participação geral de pessoas interessadas.

A pesquisa “Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade” é realizada pelo Obec Bahia, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Iphan, Ministério da Cultura, Governo Federal. O projeto, financiado por um Termo de Execução Descentralizada (TED) celebrado com o Iphan, segue em atividade até outubro de 2026, com previsão de lançamentos de boletins, relatório final e artigos científicos, além da construção de uma base de dados aberta para consulta pública.

Confira a programação formativa em Salvador:

1º de dezembro, segunda-feira, 19h

Apresentação dos resultados preliminares: a Economia do Patrimônio Cultural no Centro Histórico de Salvador

No Centro Histórico de Salvador (Associação Bahiana de Imprensa – ABI, Auditório Samuel Celestino. Rua Guedes de Brito, nº 1, Ed. Ranulfo Oliveira, 8º andar, Praça da Sé)

02/12, terça-feira, 9h

Oficina “Economia do Patrimônio Cultural: Cadeias Produtivas e Sustentabilidade”(exclusiva para servidores e gestores)

No Centro Histórico de Salvador 

(Casa dos Sete Candeeiros, rua de São Francisco, nº 3)

02/12, terça-feira, 18h

Oficina Economia do Patrimônio Cultural (aberta ao público, com emissão de certificado)

No Centro Histórico de Salvador (Associação Bahiana de Imprensa – ABI, Auditório Samuel Celestino. Rua Guedes de Brito, nº 1, Ed. Ranulfo Oliveira, 8º andar, Praça da Sé)

Os 12 bens culturais que integram a pesquisa

Esse mapeamento abrange um conjunto diverso e representativo de bens culturais brasileiros reconhecidos internacionalmente pela Unesco. Seis deles são patrimônios materiais classificados como Patrimônio Mundial, e outros seis são imateriais, inscritos como Patrimônio Cultural da Humanidade. Esses bens foram selecionados a partir de critérios que garantem diversidade territorial, tipológica e sociocultural, permitindo à pesquisa investigar como diferentes formas de patrimônio cultural se relacionam com práticas econômicas e com a sustentabilidade de suas comunidades.

Entre os bens materiais estão os centros históricos de Salvador (BA), São Cristóvão (SE), São Luís (MA) e Olinda (PE), além do Parque Nacional Serra da Capivara (PI) e das Ruínas de São Miguel das Missões (RS). Já entre os bens imateriais, encontram-se o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão (MA), o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA), a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (AP), o Frevo (PE), o Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA) e a Roda de Capoeira (com abrangência nacional). 

Entre abril e outubro de 2025, foram realizadas 182 entrevistas (presenciais e remotas) na Bahia, Pará, Sergipe e Maranhão, compondo um panorama inédito sobre o papel dos agentes culturais, as práticas econômicas territoriais e as condições de sustentabilidade desses bens culturais no Brasil.

Obec Bahia

Criado em 2014 e sediado no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, o Observatório da Economia Criativa é um grupo interinstitucional e multidisciplinar que desenvolve pesquisas, projetos e formações nos campos da arte, da cultura e da economia criativa, promovendo uma gestão cultural baseada em evidências. Atua desde sua origem com foco em inclusão, engajamento territorial e fortalecimento das políticas culturais no Brasil; além de reunir pesquisadores da UFBA, UFRB, UNEB e colaboradores de diversos estados brasileiros.

Iphan

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan) é uma autarquia federal criada em 1937 e está vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). A instituição promove a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro de forma sustentável em todo o território nacional, contribuindo para a cidadania plena e para o reconhecimento, valorização e difusão da diversidade cultural do país.

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