Diretor ironiza presença brasileira no Oscar após indicações de ‘O Agente Secreto’

    Óliver Laxe comenta destacou perfil nacionalista dos votantes brasileiros

    Foto: Reprodução/ Redes sociais

    Óliver Laxe, diretor do longa espanhol Sirât, que disputa o Oscar 2026 nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som, comentou de forma irônica as indicações recebidas por O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na premiação.

    Durante participação no talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE, Laxe afirmou que a presença brasileira na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) tem impacto direto nas votações. “Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse o cineasta.

    A AMPAS, responsável pela organização e pelas indicações do Oscar, reúne cerca de 10 mil membros em todo o mundo. Entre eles, há diversos profissionais brasileiros que já concorreram à estatueta ou foram convidados pela instituição, como Fernanda Montenegro, Maeve Jinkings, Carlos Saldanha, Petra Costa, Alice Braga, Sonia Braga, Rodrigo Santoro, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Selton Mello.

    A cerimônia do Oscar 2026 acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como na edição anterior, a 98ª edição da premiação será apresentada pelo comediante Conan O’Brien.

    O Agente Secreto recebeu quatro indicações ao Oscar 2026 e igualou o recorde de Cidade de Deus (2004). O filme concorre nas categorias de Melhor Seleção de Elenco, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator, com Wagner Moura, e Melhor Filme. Além disso, o Brasil também está representado em Melhor Fotografia, com Adolpho Veloso, indicado por seu trabalho em Sonhos de Trem.