Presidente homenageia vítimas do Holocausto e condena discursos de ódio

    Lula destacou o envolvimento diplomático do Brasil na criação da data e atuação pessoal para que o Holocausto fosse reconhecido

    Imagem: Reprodução/YouTube/ONU

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou seu perfil no X (antigo Twitter) para fazer uma reflexão histórica, política e humanitária ao citar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta terça-feira (27).

    Na postagem, o petista afirmou que a data não é apenas simbólica, mas serve para recordar os crimes cometidos pelo regime nazista e mostrar até onde o ser humano pode chegar quando movido por ódio, intolerância e autoritarismo.

    Segundo Lula, o Holocausto não aconteceu por acaso. Para o presidente, a perseguição sistemática foi construída a partir de discursos de ódio, preconceito étnico e religioso, além da consolidação de regimes autoritários.

    “Hoje – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída”, publicou Lula.

    O presidente também relembrou que, em 2004, participou de uma iniciativa junto ao então líder do Congresso Judaico Mundial, Israel Singer, para solicitar à ONU que oficializasse o 27 de janeiro como data de memória mundial.

    Ao mencionar o episódio, Lula destacou o envolvimento diplomático do Brasil na criação da data e sua atuação pessoal para que o Holocausto fosse reconhecido globalmente como um marco de reflexão histórica.

    “Um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo”, continuou o petista.

    A data faz referência à libertação do campo de concentração de Auschwitz, um dos principais símbolos do genocídio nazista.

    “Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, finalizou o presidente.

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