De olho nas urnas, CMS pode passar por dança das cadeiras após eleições

    Composição do plenário pode sofrer mudanças significativas a partir do próximo ano

    Foto: André Souza / bahia.ba

    Nos bastidores da Câmara Municipal de Salvador (CMS), a movimentação de vereadores com planos de disputar cargos nas eleições de 2026 já alimenta projeções sobre uma possível dança de cadeiras no Legislativo da capital baiana.

    Integrantes da Casa avaliam que, caso algumas apostas se confirmem nas urnas, a composição do plenário pode sofrer mudanças significativas a partir do próximo ano, com a ascensão de suplentes que hoje acompanham o cenário à distância.

    Um dos nomes mais citados é o do vereador Duda Sanches (União Brasil), que trabalha a pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Aliados avaliam que a eventual saída abriria espaço para Cátia Rodrigues (União Brasil), primeira suplente do partido, assumir a cadeira na CMS, reforçando a presença feminina na bancada.

    No PP, o vereador Jorge Araújo também mira Brasília. Bem posicionado internamente, ele articula apoios para disputar uma vaga de deputado federal. Se o projeto avançar com sucesso, quem herda o mandato municipal é Sandro Bahiense, hoje suplente e já integrado às articulações do grupo.

    Outro movimento observado de perto envolve o pessedista Felipe Santana, que planeja concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Nos cálculos do PSD, uma vitória nas urnas abriria caminho para Carlos Kleber assumir o mandato na Câmara de Salvador, mantendo o espaço do partido no Legislativo municipal.

    A expectativa, segundo vereadores ouvidos reservadamente, é que o calendário eleitoral intensifique as articulações já nos próximos meses, com acordos costurados para garantir visibilidade aos suplentes e evitar ruídos internos.

    Embora ainda tratadas como projeções, as possíveis mudanças já estão sendo discutidas nos corredores do Paço Municipal.