Olodum apresenta ‘Máscaras Africanas’ na abertura do seu Carnaval 2026

    Bloco estreia o tema no Circuito Batatinha, reunindo percussão, dança e forte estética ancestral

    Foto: Magali Moraes/ Divulgação

    A tarde de sexta-feira (13) no Pelourinho marca o início da caminhada do Bloco Olodum no Carnaval de Salvador 2026. Pelo Circuito Batatinha, o grupo apresenta ao público o tema Máscaras Africanas – Magia e Beleza, que orienta o desfile, as alas, as indumentárias e toda a narrativa artística levada às ruas neste ano.

    O cortejo é construído a partir da percussão, da dança e de uma forte presença visual. Percussionistas, cantores, dançarinos, destaques e sombreiros compõem o desfile, com figurinos, adereços e acessórios assinados por Cássio Caiazzo e Erick Simões, inspirados em diferentes máscaras africanas e em suas simbologias. A batida dos tambores conduz a tradicional saída do bloco pelas ruas do Centro Histórico.

    A estrutura do desfile é organizada em alas que desenvolvem o enredo ao longo do percurso. O Abre-Alas apresenta performances de dança afro que simbolizam a abertura dos caminhos, trazendo figuras como o Espírito da Esperança, as Caretas de Zambiapunga, as Máscaras de Acupe e uma homenagem ao artista plástico Jayme Figura, conhecido como o Homem das Máscaras de Ferro.

    Na sequência, a Ala Destaque de Dança Afro reúne bailarinos e bailarinas que representam máscaras femininas e masculinas africanas, com referências como a máscara Pwo, associada à fertilidade e à força da mulher jovem, além da figura da Rainha Mãe e dos adereços inspirados nas máscaras Minganji, do Congo.

    O desfile segue com a Ala dos Ombrelones, formada por integrantes caracterizados como guerreiros das máscaras Dogons, do Mali, e com a Ala de Dança Afro, composta por 40 bailarinos e bailarinas que apresentam coreografias inspiradas nos espíritos Egunguns.

    A Ala da Banda Percussiva Olodum reúne 120 integrantes, entre homens e mulheres, todos com indumentárias temáticas que dialogam com o enredo “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”. A ala traz ainda uma releitura da primeira máscara Dogon criada por Francisco Santos, ex-diretor de artes do Olodum, apresentada como homenagem ao artista.

    A condução rítmica do desfile fica sob a regência da maestrina Andreia Reis e dos mestres Bartolomeu Nunes (Mestre Memeu) e Gilmário Marques.

    Após a passagem pelo Pelourinho, o Bloco Olodum segue sua trajetória no Carnaval 2026 em direção ao Circuito Osmar, no Campo Grande, dando continuidade aos desfiles e à apresentação do tema nos demais dias da folia.

    O Bloco Olodum – Carnaval 2026, apresentado pelo Atacadão, parceiro do grupo na folia deste ano, conta com apoio da Prefeitura de Salvador, do Programa Ouro Negro, do Governo do Estado da Bahia, e patrocínio da 99Food, Magalu, Bahiagás e CAIXA. Onde tem patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil.