Jerônimo ‘brinca’ com rumores de saída de Quinho da base e fala em diálogo

    O governador também comentou sobre o assédio da oposição a nomes da base governista

    Foto: André Souza / bahia.ba

    A composição da chapa majoritária da base governista na Bahia será construída por meio do diálogo, garantiu o governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada nesta quinta-feira (12), durante a abertura oficial do Carnaval de Salvador, no Circuito Osmar, no Campo Grande.

    Questionado sobre a possibilidade de Quinho Tigre (PSD), ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), migrar para a base de ACM Neto (União), seu provável adversário em 2026, Jerônimo afirmou que não há qualquer sinalização oficial nesse sentido.

    “Eu vi o Quinho aqui agora. Não vi nada dele oficial que tenha saído. Pelo contrário, temos conversado e chegou ali com o Rui [Costa]. Vou encontrar com ele ali embaixo e não teve nada muito mal. Tô entendendo que isso possa ser as conversas que acontecem, os convites, mas eu confio muito na origem de onde o Quinho está hoje, tem uma relação muito forte com o PSD, com o Senador Otto [Alencar] e com a gente”, pontuou.

    O governador reforçou a relação política construída ao longo dos últimos anos. “Rui foi governador, teve o apoio dele, ele apoiou o Quinho, e agora eu não vejo nenhuma possibilidade de a gente perder a presença de quem é um companheiro, é um companheiro nosso, está com pré-candidato [a deputado estadual] e nós vamos ajudá-lo a eleger. Mas é expectativa”, projetou.

    Ao comentar o assédio da oposição a nomes da base governista, Jerônimo afirmou que seu grupo atua de forma distinta. “É diferente e há uma diferença porque quando a gente convida alguém para compor o grupo, é para distribuir as funções, é para a gente pegar as mãos”, disse.

    “Quando vem um prefeito que vem para aliar-se comigo, ele vem porque sabe que ele vai ter a oportunidade de trabalhar. A gente não puxa pra cá pra depois soltar na mão, de forma nenhuma. Então o nosso trabalho é de diálogo e construção, nada de revanche”, concluiu.