DPT descarta abuso e PM desmente denúncia de estupro contra policiais no Carnaval
Apesar dos resultados iniciais, a Polícia Civil confirmou que as investigações continuam

O caso envolvendo o estupro supostamente cometido por policiais militares no circuito Dodô (Barra-Ondina) ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (20). Em entrevista concedida à emissoras locais, porta-vozes da Polícia Militar e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), apontam que, até o momento, as evidências indicam que o crime não teria ocorrido.
No caso do DPT, responsável por coletar todo e qualquer material que possa ser periciado e que utiliza de técnicas forenses durante as investigações, o diretor do departamento, Osvaldo Silva, afirmou que não foram encontrados vestígios de sêmen, espermatozoides ou outros elementos que indiquem relação sexual recente.
Ainda de acordo com o perito, foram realizadas diversas perícias no local, bem como análises de imagens de câmeras de segurança, exames de corpo de delito e coleta de vestígios biológicos na vítima e nas roupas utilizadas no dia do suposto crime.
“O exame de DNA traz os perfis genéticos das pessoas que tiveram contato com a vítima. Coletamos material nas partes íntimas, nas vestes e em outros pontos, e não encontramos indícios de relação recente com terceiros”, explicou o diretor-geral do DPT.
Já o Coronel Magalhães, comandante da Polícia Militar (PM) da Bahia, afirmou que a denúncia inicial não procede.
“A denúncia é de que teria havido um estupro, dentro de um posto policial, no banheiro químico, por três policiais. Quatro pessoas dentro do banheiro químico, já deixa certa dúvida dessa denúncia. Mas, como toda e qualquer denúncia, tomamos providência imediata, envolvendo a nossa corregedoria”, disse o comandante da PM, em entrevista.
“Não podemos dar maiores dados hoje porque [a investigação] ainda está em segredo de justiça, por envolver as minorias e pessoa vulnerável. Mas posso dizer que aquela acusação inicial não procede e estamos trabalhando de cima disso para chegarmos efetivamente ao que aconteceu”, acrescentou o coronel Magalhães.
O Crime
O crime teria ocorrido na quinta-feira (12) de Carnaval, quando uma turista argentina alega ter sido abusada sexualmente por policiais militares dentro de um banheiro químico no circuito Barra-Ondina.
Apesar dos resultados iniciais, a Polícia Civil confirmou que as investigações continuam.
Até o momento, 12 policiais militares foram ouvidos no curso das investigações, sendo que ao menos quatro deles estariam diretamente ligados ao fato. Todos negaram participação em crimes.
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