Kléber Rosa fala em perseguição política após demissão de líder sindical

    Psolista também avaliou a gestão do prefeito Bruno Reis com uma tragédia administrativa

    Foto: Marcos Musse/Assesoria Kleber Rosa

    O dirigente da Fetrab e ex-candidato ao governo da Bahia Kléber Rosa (Psol) criticou o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), após a demissão do guarda civil municipal Bruno da Cruz Carianha, preso em 2025 durante a invasão da Câmara Municipal em meio a protestos de servidores contra o reajuste salarial da categoria.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Kléber afirmou que a exoneração tem motivação política e relacionou a decisão ao embate entre a prefeitura e sindicatos municipais.

    “Em evidente perseguição política, Bruno Reis demitiu Bruno Carianha e mais outros dois dirigentes do sindicato dos servidores municipais em função do movimento grevista que ocorreu no ano passado. A turma dando claras sinalizações do seu autoritarismo, da sua tentativa de calar forças opositoras. É óbvio que isso tem a ver com a queda vertiginosa de Bruno Reis na avaliação popular. A oposição tem conseguido mostrar a tragédia que é essa gestão carlista aí dessa dupla ACM Neto e Bruno Reis e eles revidam com perseguição”, afirmou.

    O dirigente também citou episódios de embates recentes entre a base governista e a oposição na Câmara Municipal. “Foi dessa forma que Bruno articulou a Câmara de Vereadores. Para tentar caçar Hamilton, para tentar caçar Eliette”, afirmou.

    O psolista também avaliou a gestão do prefeito Bruno Reis com uma tragédia administrativa. “Sua gestão, Bruno Reis, está sendo marcada por essa tragédia administrativa. Contra a nossa população e agora marcada também por tentativas agressivas e violentas de calar as vozes que se opõem e que denunciam o seu descaso, mas nós vamos seguir. Bruno Carianha pode saber que nós estamos colado com você, você não está sozinho e a gente vai seguir na luta”, declarou.

    Entenda o caso

    A Prefeitura de Salvador publicou portaria conjunta exonerando Bruno da Cruz Carianha, Helivaldo Passos de Alcântara, agente de trânsito e transporte, e Marcelo da Rocha Oliveira, também integrante da Guarda Civil Municipal.

    Carianha foi preso na noite de 22 de maio de 2025, após tumulto provocado por sindicalistas que invadiram o plenário da Câmara Municipal de Salvador antes da votação do projeto de reajuste salarial dos servidores.

    A proposta aprovada previa aumento para o funcionalismo municipal, mas foi alvo de críticas de parte das categorias, que defendiam índices superiores e a reabertura das negociações com o Executivo. A invasão interrompeu temporariamente a sessão legislativa e houve confrontos dentro do prédio.