Publicado em 24/02/2026 às 17h01.

Kamylinha reage à condenação de Hytalo Santos e cita ‘homofobia e racismo’

Adolescente que vivia com o influenciador pede orações nas redes sociais

Edgar Luz
Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

A condenação de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, pela Justiça da Paraíba ganhou um posicionamento público de Kamylinha. A jovem, que morava com o casal e foi apontada como principal vítima no processo, usou as redes sociais para comentar a decisão.

Na publicação, ela questionou trechos da sentença e afirmou que haveria preconceito nas declarações do magistrado responsável pelo caso:

“Falamos isso desde o início e ninguém deu a mínima importância. Mas a verdade vem sendo mostrada e estamos aqui para pedir ajuda”, escreveu, alegando “homofobia e racismo nas falas do juiz”.

Kamylinha também pediu apoio aos seguidores e convocou orações em favor do casal. “Peço a todos que gostam da nossa familia HS, que conhecem eles, que acompanhavam nossa rotina, que continuem em oração. Deus tá no controle”, declarou.

 

 

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A adolescente ainda republicou a nota divulgada pela defesa dos condenados, que informou que vai recorrer da decisão, além de compartilhar um vídeo do advogado que atua no caso.

Em uma das legendas, ela classificou o veredito como preconceito estrutural no país. “Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso. Creio em Deus e na sabedoria das suas decisões”, diz o texto.

 

 

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Relembre o caso

A sentença foi proferida no último domingo (22), pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, na Paraíba.

De acordo com a decisão, Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Euro recebeu pena de 8 anos e 10 meses. O processo aponta envolvimento dos dois na produção de conteúdo pornográfico com adolescentes.

O texto da sentença descreve que os menores estariam inseridos em um ambiente controlado, comparado a um reality show, e expostos a situações consideradas de risco extremo. O magistrado também mencionou fornecimento de bebidas alcoólicas, além de suposta negligência em relação à alimentação e à escolaridade dos jovens.

A Justiça fixou ainda indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil e determinou o pagamento de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente. A defesa já informou que pretende recorrer da decisão.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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