Padre contesta acusação de intolerância religiosa após fala sobre morte de Preta Gil

    Durante a celebração de uma missão, padre Danilo César questionou onde estavam os Orixás que “não ressuscitaram" a cantora

    Foto: Redes Sociais

    O padre Danilo César, da Paróquia São José, na cidade de Campina Grande (PB), negou à Justiça ter cometido intolerância religiosa ao comentar sobre a morte de Preta Gil durante uma missa realizada em 20 de julho de 2025. 

    De acordo com a coluna Fábia Oliveira, o padre apresentou à Justiça uma defesa após a família Gil pedir uma indenização de R$ 370 mil por danos morais. No ano passado, o pároco questionou onde estavam os Orixás que “não ressuscitaram Preta Gil”.

    “Deus sabe o que faz. Se for para morrer, vai morrer […] Qual o nome do pai de Preta Gil? Gilberto. [Ele] fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás, que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse à época.

    Na peça, o padre alega a necessidade da fala ser analisada dentro do contexto em que foi feita. De acordo com ele, a declaração ocorreu um momento interno de culto católico, direcionado aos fiéis da própria comunidade.

    O religioso defende ainda que não teve a intenção de ofender pessoas vinculadas a religiões de matrizes africanas. Ele argumenta ainda que agiu sob pela liberdade religiosa prevista na Constituição.

    A família de Preta Gil alega que o padre desrespeitou a memória e a fé da cantora. O padre Danilo César chegou ainda a ser denunciado por intolerância religiosa, mas fez acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para não responder criminalmente pelo caso.