Um homem foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (3) em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, durante desdobramento da Operação Aruana, que apura a atuação de uma rede interestadual de tráfico de animais silvestres.
A ação no município baiano foi realizada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), da Polícia Militar. No imóvel do suspeito, foram apreendidos sete pássaros sem registro, 19 gaiolas, oito alçapões e um aparelho celular.
A ofensiva integra investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, com apoio da Polícia Militar Ambiental daquele estado. Ao todo, são cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão contra 39 investigados por crimes contra a fauna silvestre, falsidade ideológica e participação em organização criminosa.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina e são executadas em cidades daquele estado e também no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia.
Em São Paulo, os alvos se concentram nos municípios de Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, capital e Sorocaba. No Paraná, há diligências em Curitiba. Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Balneário Camboriú, Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó. No Rio Grande do Sul, as ações ocorrem em Pelotas e Glorinha.
Segundo o Ministério Público, o objetivo é apreender materiais ligados ao tráfico de animais, à falsificação de documentos e à atuação da organização criminosa. A investigação busca reunir provas sobre a materialidade dos crimes, identificar responsáveis e apurar eventuais situações de flagrante envolvendo fauna silvestre.
Os animais resgatados durante o cumprimento dos mandados devem receber atendimento e proteção imediata. O material apreendido será analisado pelo Gaeco de Santa Catarina, que pretende aprofundar as linhas de investigação e mapear a estrutura da rede.
O nome da operação faz referência ao termo “Aruana”, de origem tupi-guarani, que significa “sentinela da natureza”. De acordo com os investigadores, a escolha remete à proposta de atuar como guardiã da biodiversidade e combater práticas criminosas que ameaçam a fauna silvestre.

