Câmara deve votar Plano de Segurança após debates, garante Muniz

    Sobre os projetos aprovados, Muniz reconheceu as divergências entre governo e oposição durante a votação

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, afirmou nesta quarta-feira (11) que o próximo projeto de autoria do prefeito Bruno Reis a ser analisado e votado na Casa será o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social. A declaração foi dada após a sessão plenária.

    Segundo Muniz, a proposta só será levada à votação após a realização de audiências públicas para ampliar o debate com a sociedade.

    “Você pode ter certeza que, antes disso, está havendo audiências públicas para que todos aqueles que queiram participar participem. É a forma mais democrática de as pessoas terem o conhecimento de que será votado aqui na Câmara. Então, assim que estiver pronto nas comissões, nós colocaremos em pauta e votamos. É o único projeto hoje do Executivo que está na casa para ser votado”, disse.

    Ao comentar os projetos do Executivo aprovados na sessão desta quarta-feira, o presidente da Câmara afirmou que todas as propostas seguiram os trâmites legais dentro do Legislativo municipal.

    “Não existe ilegalidade nenhuma na votação. Diferente de algumas casas legislativas, aqui o projeto chegou tem mais de uma semana, ele foi votado no tempo hábil. Tem casas legislativas que o processo chega de um dia e no outro é votado, aqui na Câmara Municipal de Salvador não. A gente tem o cuidado do projeto para ser votado passar por todas as comissões necessárias e foi o que nós fizemos”, declarou.

    Muniz também reconheceu as divergências entre governo e oposição durante a votação, mas afirmou que a decisão final reflete o posicionamento da maioria dos vereadores.

    “Infelizmente nós não podemos agradar todos os vereadores, agradar a vontade dos vereadores. Eu sei que a vontade da oposição era melhorar o projeto, fazer alguma coisa para que os servidores tivessem um aumento maior, mas infelizmente não é a vontade da maioria da casa”, completou.

    De acordo com o presidente, o entendimento predominante entre os parlamentares da base governista é de que a Prefeitura não tem condições de conceder um reajuste maior neste momento.

    “Então, quem saiu vencedor foram os vereadores da base do governo. Eu não posso fazer nada em relação a isso. O que o presidente pode fazer é colocar o projeto em pauta no momento correto, como nós temos feito”, finalizou.