A inauguração da estátua em homenagem a Moraes Moreira, realizada nesta quinta-feira (12), na Praça Castro Alves, no Centro Histórico de Salvador, marcou o início das celebrações pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Durante o evento, o presidente da instituição, Fernando Guerreiro, exaltou a importância do artista para a música brasileira e para o Carnaval.
“Moraes para mim, ele é um gênio que ainda não tem a importância que merece dentro da música popular brasileira, porque cada dia que passa eu descubro mais músicas, eu descubro mais contribuições. É um gênio, uma figura impressionante”, afirmou.
Guerreiro também destacou que a homenagem faz parte de um movimento para manter viva a memória e a obra do cantor e compositor. Segundo ele, novas iniciativas dedicadas ao artista já estão previstas.
“Então, é muito bom que cada vez mais a gente esteja chamando a atenção. Ano passado teve uma exposição belíssima, agora vai acontecer um musical em julho em homenagem a Moraes. Eu acho que Moraes tem que estar sempre presente, porque a contribuição dele é inacreditável para o carnaval e para a música”, disse.
Emoção pelos 40 anos da FGM
À frente da presidência da FGM há 14 anos, Guerreiro também falou sobre a emoção de celebrar as quatro décadas da instituição e destacou a resistência da fundação ao longo das mudanças nas políticas culturais.
“É uma emoção muito grande, principalmente que eu estou conseguindo casar essa emoção com a homenagem a Moraes Moreira que sempre foi um sonho meu grande, de trazer Moraes para a rua, colocar essa estátua e dizer: ‘olha, essa praça, o síndico é Moraes Moreira’”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que a comemoração não olha apenas para o passado da instituição, mas também para o futuro das políticas culturais na cidade.
“É um marco, porque a gente sabe que a política cultural sobe e desce. Tem momentos que ela está mais presente, momentos que ela está menos e a fundação resistiu e a gente conseguiu colocá-la de novo no circuito. Então é muito bom para mim estar podendo comemorar aqui e com um trabalho acontecendo. A gente está fazendo uma comemoração, tanto que eu botei 40+. Por quê? Porque é o início, não é só o passado nem o presente, é o futuro. A ideia é que a gente continue trabalhando”, completou.
Expansão de projetos culturais
Fernando também adiantou planos da fundação para ampliar o alcance de projetos culturais em Salvador. Entre as iniciativas está a expansão do programa ‘Boca de Brasa’, que atualmente conta com 11 espaços voltados à formação e produção artística nas comunidades.
“A gente está com 11 ‘Bocas de Brasa’, e a gente projeta chegar em 15. E é possível que volte o caminhão-palco, que circula pela cidade toda. Então, é provável que realmente, nesse ano, a gente chegue na cidade toda, praticamente em todas as regiões da cidade. A ideia é essa”, explicou.
Outro destaque da programação será o festival ‘Movimento Boca de Brasa’, que deve reunir artistas convidados e talentos formados nas comunidades em uma grande celebração cultural.
“A gente vai ter um grande festival aqui, que é um festival anual, que a gente chama de Movimento Boca de Brasa, que a gente, durante quatro dias, tem uma série de atividades aqui no quarteirão. Debates, apresentações… e trazendo os talentos das comunidades. Então, é um grande festival, uma grande reunião com artistas convidados e os artistas da comunidade, porque eles produziram audiovisual, dança, teatro, é uma grande festa”, concluiu.

