O vereador de Salvador e líder da oposição na Câmara, Randerson Leal (Podemos), comentou durante sessão na Casa, nesta seguda-feira (16) sobre a possibilidade de o presidente do Legislativo municipal, Carlos Muniz, se filiar ao partido. Segundo ele, a chegada do edil e de seu filho, Carlos Muniz Filho, que é pré-candidato a deputado federal, representaria um fortalecimento para a legenda na Bahia.
“Seria uma honra receber o presidente da Câmara Municipal em nosso partido. Trabalharei para que isso possa realmente confirmar a vinda deles. Será um fortalecimento muito grande do nosso partido, que elegeu dois vereadores em 2024 e, com o peso do presidente da Câmara, o objetivo é de repente até triplicar esse número em 2028”, afirmou.
Randerson destacou ainda que a missão de ampliar a presença do partido no estado foi reforçada durante visita da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, a Salvador, em fevereiro. Segundo ele, a dirigente se reuniu com lideranças locais, incluindo o vereador João Cláudio Bacelar e o presidente estadual da legenda, Heber Santana.
“O fato é que a presidente nacional, a deputada Renata Abreu, esteve aqui em fevereiro e conversou com a gente. A missão que ela nos deu foi ampliar a bancada de deputado federal e ampliar a bancada de deputado estadual. Estamos dialogando com alguns pré-candidatos e também com deputados de mandato”, disse.
O vereador afirmou que trabalha para que tanto Carlos Muniz quanto Carlos Muniz Filho possam se aproximar do partido. “Espero que em breve a gente possa tê-los. Seria uma honra e vamos trabalhar para que, quem sabe, até 2028 a gente possa sacramentar essa vinda do Carlos Muniz para o Podemos e também para a base do governo de Jerônimo Rodrigues”, declarou.
Coronel no Podemos
Durante a sessão, Randerson também comentou as especulações sobre a possibilidade de o senador Angelo Coronel assumir o comando do Podemos na Bahia após deixar o PSD. Segundo ele, a hipótese não está mais em discussão.
“O que a gente teve de informação é que existiu essa conversa lá atrás, hoje não mais. Ficou mesmo na questão da especulação”, afirmou.
Randerson ressaltou ainda que pretende permanecer no partido e indicou que não deve disputar as eleições de 2026, mirando uma possível reeleição para vereador em 2028. Ele lembrou que já viveu situação semelhante quando estava no PDT, legenda que deixou a base do então governador Rui Costa.
“Independentemente de quem assuma o partido aqui na Bahia, eu sou do Podemos e ficarei. Provavelmente não serei candidato em 2026, então só iria para reeleição em 2028. Se alguma mudança acontecer, a gente avalia o cenário, mas hoje o partido permanece na base do governador Jerônimo e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu.

