Baianos se destacam na 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro

    Larissa Luz vence como melhor atriz, e espetáculo de Feira de Santana recebe destaque nacional

    Foto: Divulgação

     

    A cena baiana teve destaque na 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro, realizada na noite de quarta-feira (18), no Teatro Paulo Autran, em São Paulo. Entre os premiados, artistas do estado se sobressaíram em categorias importantes, reforçando a força da produção nordestina no cenário nacional.

    Um dos principais destaques foi a atriz e cantora Larissa Luz, vencedora na categoria Atriz pelo espetáculo “Torto Arado – o musical”. A artista, que já tem trajetória consolidada na música e no teatro, foi reconhecida por sua performance na adaptação da obra literária para os palcos.

    Outro nome ligado à Bahia lembrado na premiação foi a companhia responsável por “AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser”, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana, que recebeu o prêmio de Destaque Nacional. O reconhecimento evidencia a potência criativa fora do eixo Rio-São Paulo e valoriza produções desenvolvidas no interior do estado.

    Além disso, a categoria especial “Energia que vem da gente”, pelo júri do Rio de Janeiro, premiou o grupo Turma OK, enquanto, em São Paulo, a honraria foi concedida à pesquisadora Leda Maria Martins, por sua contribuição às artes cênicas e às performances afro-diaspóricas.

    A 36ª edição do prêmio reuniu vencedores de diferentes regiões e linguagens, celebrando a diversidade do teatro brasileiro contemporâneo e destacando trajetórias que transformam o palco em espaço de reflexão e expressão cultural.

    Confira a lista completa de vencedores abaixo:

    Vencedores pelo Júri do Rio de Janeiro

    Dramaturgia

    Mauricio Lima e Tainah Longras por “Vinte”

    Direção

    Camila Bauer por “Instinto”

    Ator

    Eduardo Moscovis por “Motociclista no Globo da Morte”

    Atriz

    Larissa Luz por “Torto Arado – o musical”

    Cenário

    Cachalote Mattos por “À Vinha d’Alhos”

    Figurino

    Ananda Almeida e Raphael Elias por “Negra Palavra – Poesia do Samba”

    Iluminação

    Marina Arthuzzi por “Velocidade”

    Música

    Muato pela direção musical de “Vinte”

    Energia que vem da gente

    Turma Ok – Por sua trajetória de mais de 60 anos enquanto lugar de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+, com apresentações artísticas e encontros sociais em forma de ações de resistência.

    Vencedores pelo Júri de São Paulo

    Dramaturgia

    Silvia Gomez por “Lady Tempestade”

    Direção

    Rodrigo Portella por “(Um) ensaio sobre a cegueira”

    Ator

    Renato Livera por “Deserto”

    Atriz

    Sirlea Aleixo por “Furacão”

    Cenário

    Luh Maza por “Carne Viva”

    Figurino

    Eder Lopes por “Pai Contra Mãe ou Você Está Me Ouvindo?”

    Iluminação

    Dimitri Luppi e Wagner Antonio por “Filoctetes em Lemnos”

    Música

    Clara Potiguara pela trilha original de “Tybyra – Uma Tragédia Indígena Brasileira”

    Energia que vem da gente

    Leda Maria Martins – Por sua pesquisa, influência e orientação artística, que unem produção de conhecimento e compromisso social na valorização das performances afro-diaspóricas tradicionais e contemporâneas.

    Destaque Nacional

    AKOKO LATI WA NI – Tempo de Ser, da Cia Única de Teatro, de Feira de Santana, Bahia.