A produtora Giovanna Reis se pronunciou publicamente pela primeira vez após a repercussão de antigas publicações com teor preconceituoso. Nesta quinta-feira (19), ela voltou às redes sociais para comentar o caso, que ganhou grande repercussão nos últimos dias.
As mensagens, publicadas em 2012 no X (antigo Twitter), vieram à tona recentemente e geraram críticas nas redes por conterem conteúdos racistas, transfóbicos e gordofóbicos. Diante da repercussão, Giovanna chegou a desativar o Instagram, mas retornou à plataforma para se posicionar.
O episódio também impactou diretamente sua vida pessoal. O término com a atriz Alanis Guillen foi confirmado após a polêmica ganhar força. A artista, que integra o elenco da novela ‘Três Graças’, afirmou que não compactua com esse tipo de discurso.
O relacionamento havia sido assumido publicamente em junho de 2025, embora já circulassem rumores sobre o envolvimento delas desde 2022.
Leia o comunicado na íntegra:
“Eu sinto que preciso começar dizendo, com toda a sinceridade, que repudio completamente qualquer forma de discurso de ódio ou manifestação discriminatória e violenta.
Nos últimos dias, veio à tona uma conta antiga minha no X (antigo Twitter), de 16 anos atrás. Ao me deparar com os conteúdos publicados ali, senti um misto de choque e imensa decepção comigo mesma. Palavras das quais tenho profundo arrependimento.
Independentemente de idade ou contexto, eu errei. E a todas as pessoas que foram feridas, direta ou indiretamente, eu peço desculpas de forma sincera.
Aquelas falas definitivamente não representam quem eu sou hoje. Elas vieram de uma versão minha muito mais nova, ainda menor de idade, atravessada por questões psicológicas difíceis e por uma revolta interna que eu não sabia como lidar.
Hoje, após anos de terapia, compreendo que muitas falas carregadas de ódio surgiam de conflitos profundos e de um período de descoberta da minha sexualidade, em um contexto que não era acolhedor. Atualmente, me reconheço como uma mulher lésbica e levanto essa bandeira diariamente, mas não tinha essa clareza e ferramentas necessárias naquela época.
Eu não posso aceitar que tentem me reduzir a uma versão minha de mais de uma década, nem que isso defina quem eu sou hoje.
Acredito, de fato, na capacidade de mudança, transformação e crescimento do ser humano, inclusive na minha. Todos temos a possibilidade de evoluir e nos encontrar. Reitero, por fim, a luta e comprometimento diário contra toda e qualquer forma de discriminação”.

