Grupos de ACM Neto e Jaques Wagner fecham acordo sobre caso Master, diz jornal 

    Trato visa retirar escândalo financeiro do debate eleitoral

    Foto: Manu Dias/Gov-BA

    Os grupos políticos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e do senador Jaques Wagner (PT), teriam estabelecido um acordo de bastidores para isolar o caso do Banco Master da disputa eleitoral deste ano. Ambos tiveram seus nomes vinculados nas últimas semanas em supostos escândalos envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

    ACM Neto é pré-candidato ao Governo do Estado e Wagner busca a renovação de sua cadeira no Senado, além do apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

    De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o pacto foi selado após os oponentes concluírem que a exploração mútua do tema traria prejuízos políticos para os dois lados. 

    Caso Master na Bahia

    Relatórios do Coaf indicam que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024. O ex-prefeito afirma que os valores referem-se a serviços de consultoria prestados após a eleição de 2022.

    Registros apontam que uma empresa de propriedade de Bonnie Toaldo Bonilha, esposa do secretário de Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eduardo Sodré, recebeu cerca de R$ 11 milhões da instituição financeira em um contrato firmado em 2021. Sodré é enteado de Wagner. O senador negou qualquer intermediação no negócio.

    Rui Costa, ministro da Casa Civil, também é citado devido à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) em 2018, arrematada pelo empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A inclusão do Credcesta no leilão é alvo de questionamentos sobre a viabilidade da venda na época.