Publicado em 23/04/2026 às 14h15.

Deputado propõe cacau e chocolate na merenda escolar da Bahia

A proposta busca incentivar o consumo de produtos regionais e fortalecer a agricultura familiar

Redação
Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba

O deputado estadual Vitor Bonfim apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues sugerindo a inclusão do cacau e de seus derivados, como o chocolate, na merenda da rede pública estadual.

A proposta busca incentivar o consumo de produtos regionais e fortalecer a agricultura familiar, além de impulsionar a cadeia produtiva do cacau no estado. Na justificativa, o parlamentar afirma que a medida está em consonância com o direito à alimentação adequada, previsto na Constituição Federal, e com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que prevê a compra de alimentos da agricultura familiar.

De acordo com o texto, a Bahia tem destaque na produção nacional de cacau, com forte presença de pequenos produtores, sobretudo nas regiões sul e extremo sul. A inclusão desses produtos na merenda, segundo o deputado, pode ampliar a geração de renda e estimular o desenvolvimento sustentável.

“O cacau é um produto nosso, que gera emprego, renda e tem valor nutricional. Quando a gente insere isso na merenda, a gente valoriza a produção local e ainda contribui com a saúde dos alunos”, acrescentou o parlamentar.

A proposta também menciona a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade, recentemente atualizada, que prevê mecanismos de estímulo ao setor, incluindo a possibilidade de inserir o chocolate na alimentação escolar. Nesse contexto, o deputado destaca que o consumo de produtos com maior teor de cacau, como chocolates com 70% ou mais, pode trazer benefícios nutricionais quando consumidos de forma equilibrada.

Para o parlamentar, a iniciativa integra políticas públicas de alimentação, saúde e desenvolvimento econômico. A indicação sugere que o governo estadual adote medidas para viabilizar a proposta, respeitando critérios nutricionais e valorizando a produção local.

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