Publicado em 24/04/2026 às 12h39.

Olodum confirma tradicional torcida do bloco na Copa do Mundo 2026

Durante uma coletiva de imprensa a equipe do Olodum comentou sobre a agenda do bloco até o aniversário de 50 anos do bloco

Lívia Patrícia Batista / João Lucas Dantas
Jorginho Rodrigues, presidente-executivo do Olodum (Foto: João Lucas/bahia.ba)

 

O presidente-executivo do Olodum, Jorginho Rodrigues, confirmou a “Torcida Brasil-Olodum” como a torcida oficial da Copa do Mundo da Fifa em Salvador. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (24), a equipe do Olodum comentou sobre a agenda do bloco até 2029 – aniversário de 50 anos da instituição.

Jorginho Rodrigues, presidente-executivo do Olodum, confirmou a tradicional “Torcida Brasil-Olodum” como a torcida oficial pela seleção brasileira na Copa do Mundo em Salvador e diz: “esperamos que a Seleção traga esse caneco”

Neste ano, na Copa, e o Olodum e a nossa gente estarão vibrando e torcendo para que a nossa seleção traga o hexa, como foi em 2002. Um hiato de 24 anos. A gente tava aqui durante a Copa da Coreia e do Japão, de madrugada, sendo fonte de energia permanente pras pessoas e pra nossa seleção trazer aquele aquele caneco. Esse ano vai ser da mesma forma”, afirmou Rodrigues.

A agenda dos 50 anos começa nesta semana, com a agenda do aniversário de 47 anos anos do Olodum (cujo aniversário é 25 de abril).  As comemorações começaram com o relançamento das cartilhas Revoltas Negras Olodum, nesta sexta-feira. No sábado (25) será realizada uma atividade na Escola Olodum, saindo do prédio da escola e indo até Casa do Olodum.

“[A Casa do Olodum] que amanhã completa 35 anos de inaugurada no Centro Histórico. Foi inaugurada em 91, nos primeiros casarões do Pelourinho que foram reformados, com a ajuda do time de Paul Simon nos anos 90. Esse casarão foi comprado, reformado e deu início a uma série de reformas aqui pelo Pelourinho, que é o retrato do que nós conhecemos hoje”, comentou.

As festividades continuam no domingo (26) com uma grande festa no Largo do Pelourinho. A celebração aberta ao público contará com os cantores e músicos do boco.

Passado o aniversário, Jorginho Rodrigues afirmou que o bloco irá se concentrar na preparação para o carnaval de 2027.

“O nosso carnaval ele começa e termina na Quarta-feira de Cinzas. Acabou o carnaval, nós já estamos avaliando e construindo o carnaval seguinte”, comentou. “A estrutura do tema, o que vai ser contado, o que vai ser apresentado e tudo que nós vamos fazer de eventos culturais, eventos sociais, eventos artísticos e além do dos eventos preparatórios, dos ensaios preparatórios”.

No segundo semestre, além das atividades consolidadas do Olodum  – como o mês da Revolta dos Búzios, a Primavera dos Povos Africanos e Novembro Negro – Jorginho Rodrigues confirmou a realização do Femadum (Festival de Música e Artes Olodum), em dezembro.

Sobre o verão, Rodrigues descreveu que será corrido. “[…] fazer todas as sextas-feiras a Bênção do Olodum, o ensaio do Olodum na rua, que a gente curte há 3 anos e tem sido um presente maravilhoso do Olodum para a população, mas também para a gente recebendo muito carinho, muito amor […] E dentro dessa programação, a gente vai dando os passos para contar a história do 50 anos.”

A história do Olodum será contada em um documentário, desde a fundação nos anos 80 até se tornar o que é hoje em dia.

“Hoje, a gente pode certamente dizer que o Olodum é uma organização da cultura global, presente em mais de 46 países e com sua música, a sua cultura e a sua ação social conhecida e sendo referendada por vários países do mundo inteiro. A gente tem muito orgulho disso e isso faz parte de um contexto que nós vamos contar em vários documentários e desse filme que a gente vai iniciar.”

Enquanto banda, Jorginho Reis afirmou que o Olodum prevê a retomada do mercado internacional , com foco no mercado africano, no mercado asiático e também na Europa, “que sempre nos recebeu muito bem.”

“De agora até os 50 anos, mais países deverão conhecer a história e a música do Olodum, cantada pela banda do Olodum e contada por essa gente que apenas criou o samba reggae, a última invenção que a música baiana deu para o Brasil e para o mundo”.

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

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