Em celebração ao Mês da Dança, que em abril traz como tema “Dança e Acessibilidade”, o projeto Elos e Elãs apresenta, nesta quinta-feira (30), às 19h30, o espetáculo “(em) carne viva”.
A montagem integra a programação do Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2025 e propõe um diálogo entre dança e palestra-performance, destacando a prática artística como forma de construção de conhecimento através do corpo.
Criado, dirigido e interpretado por Mirela França, o trabalho parte de experiências autobiográficas para questionar sua formação no balé clássico e construir narrativas que dialogam com o imaginário nacional. Em cena, a artista ironiza estereótipos e ressignifica comentários que atravessaram sua trajetória por diferentes estados do país.
Ao se reconhecer como mulher nordestina branca, Mirela também reflete sobre sua posição em um sistema marcado por desigualdades, patriarcado e heranças coloniais. A obra levanta discussões sobre quem é impactado primeiro pelas estruturas sociais, propondo um olhar crítico sobre desenvolvimento e exclusão.
Os ingressos e mais informações estão disponíveis no Instagram @casapretaespacodecultura e no site oficial.
Ficha técnica:
Direção, criação e interpretação: Mirela França
Produção musical e trilha sonora: Andrea Martins
Desenho e operação de luz: Milena Pitombo
Orientação artística (Incubadora, Junta Festival): Mariana Pimentel
Foto: Pedro Silveira
O projeto Elos e Elãs, sediado na Casa Preta Espaço de Cultura, conta com apoio da Funarte e do Ministério da Cultura, e promove ao longo de 2026 uma programação contínua com atividades formativas, espetáculos, debates e eventos como o “Evoé – Pré-Carnaval dos Artistas”, o “Arraiá da Areal” e “Nos 4 cantos da Casa”.
Sobre a Casa Preta
Localizada no centro de Salvador, a Casa Preta funciona em um casarão da década de 1920 e atua como espaço cultural desde 2009. Com programação diversa, o local recebe apresentações de música, teatro e dança, além de oficinas e debates, com forte presença de ações voltadas para públicos LGBTQIAPN+, feminino e negro.
O espaço também abriga grupos residentes, acervos cenográficos e projetos que estimulam o intercâmbio artístico, consolidando-se como um ponto de encontro para diferentes linguagens e expressões culturais.

