Publicado em 05/05/2026 às 09h21.

Anvisa autoriza produção de vacina contra a Chikungunya no Brasil

A decisão pode facilitar a aprovação do imunizante para uso no SUS (Sistema Único de Saúde)

Redação
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(Foto: reprodução/Instituto Butantan)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta segunda-feira (4) a produção nacional da vacina contra a Chikungunya do Instituto Butantan. Com a decisão, o imunizante desenvolvido pelo Instituto em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva passa a ser liberado para uso no Brasil e pode ser adotado no SUS (Sistema Único de Saúde).

O imunizante IXCHIQ é indicado para o uso preventivo da doença em pessoas de 18 a 59 anos que estejam em risco aumentado de exposição ao vírus.

A vacina em questão foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025 e era produzida nas fábricas da Valneva. Com a nova decisão, o Instituto Butantan passa a ser o local oficial de fabricação e pode desenvolver parte do processo nas suas fábricas, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.

Apenas em 2025, a Chikungunya acometeu cerca de 620 mil pessoas globalmente, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Sobre a vacina

A IXCHIQ, vacina Chikungunya recombinante atenuada, foi a primeira vacina a ser registrada contra a doença no mundo e é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas

Os imunizantes de recombinante atenuado usam técnicas para tornar os vírus mais fracos, de maneira que eles não causem mais a doença, mas preparem o sistema imunológico para reconhecer e combater aquele microorganismo.

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