Publicado em 15/04/2026 às 19h53.

Instituto em Salvador usa cadáveres para treinar cirurgiões em robótica

Centro aposta em treinamento realista para acompanhar crescimento em cirurgias robóticas

Redação
Foto: Health Innovation Forum/Proxy

 

O avanço das cirurgias robóticas no Brasil impulsiona a inovação na capacitação médica, como a medida adotada pelo Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (IART), em Salvador, que utiliza cadáveres frescos para treinamento.

O IART conta com o Instituto de Treinamento em Cadáveres (ICT), que utiliza o método “fresh frozen”, que preserva cadáveres por congelamento para manter características próximas às de um corpo vivo. A técnica permite que médicos tenham contato com textura, resistência e estrutura reais dos tecidos, elevando o nível de precisão durante os treinamentos.

Dados da Associação Médica Brasileira indicam crescimento de 417% nesse tipo de procedimento entre 2018 e 2022, em comparação com o período de 2009 a 2018, evidenciando a expansão da tecnologia no país.

Segundo especialistas envolvidos no projeto, o diferencial está na fidelidade do aprendizado proporcionado. “Estamos acostumados a conservação em formol, isso traz muita alteração em consistência, em característica, em visual dos tecidos, e seria uma coisa que seria inviável de fazer. Então, essa maneira de congelar os cadáveres é que permite manter essa realidade e durabilidade”, explica Dr. Leonardo Calazans, coordenador científico do Instituto.

O centro oferece cursos em diversas áreas da cirurgia robótica, incluindo procedimentos urológicos, cardiológicos e colorretais, voltados tanto para médicos experientes quanto para profissionais em formação. A expectativa é ampliar o número de especialistas capacitados e atender à crescente demanda do setor.

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