MPF cobra medidas após ataque contra ambientalistas na Chapada Diamantina

    Órgão federal pede proteção às vítimas, investigação rigorosa e criação de área de preservação

    Foto: Divulgação/Assessoria

    O Ministério Público Federal (MPF) solicitou providências imediatas após um atentado contra ambientalistas no município de Itaetê, na Chapada Diamantina. O órgão encaminhou pedidos a instituições estaduais e federais cobrando reforço na segurança das vítimas, proteção de comunidades ameaçadas e apuração rigorosa do crime ocorrido na região.

    De acordo com o MPF, homens armados e encapuzados invadiram a Pousada Toca do Lobo, entre a madrugada de 30 de abril e 1º de maio, rendendo um casal de ambientalistas. Durante a ação, os criminosos efetuaram disparos, destruíram equipamentos e fizeram ameaças relacionadas à atuação ambiental na área. Segundo os relatos, os invasores afirmaram que as vítimas estariam “atrapalhando o progresso” e impedindo a chegada de mineradoras à região.

    Entre as medidas solicitadas pelo órgão estão:
    – A ocupação do Posto Avançado Toca do Lobo pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio);
    – Criação de uma unidade de conservação na Serra da Chapadinha;
    – Implementação de planos de segurança para ambientalistas e comunidades tradicionais.

    O Ministério Público também estabeleceu prazo de 15 dias para que órgãos federais informem quais providências serão adotadas diante do caso. O procurador da República, Ramiro Rockenbach, destacou que o episódio representa uma ameaça não apenas às vítimas, mas também à preservação ambiental da Chapada Diamantina.

    “O atentado representa uma grave ameaça não apenas à integridade física dos ambientalistas, mas também ao direito coletivo ao meio ambiente equilibrado e à proteção das comunidades tradicionais que atuam historicamente na preservação da Serra da Chapadinha”, afirmou.