Jaques Wagner nega boicote a Jorge Messias e lamenta ‘jogo de ressentimento’ no Senado

    Parlamentar defendeu a trajetória de Messias e destacou suas competências técnicas e morais

    Foto: Daniel Serrano/ Bahia.ba

    O senador Jaques Wagner (PT) quebrou o silêncio sobre a histórica derrota sofrida pelo Palácio do Planalto no Senado, que resultou na rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em conversa com a imprensa neste sábado (9), o líder do governo rebateu as notícias de que teria operado nos bastidores contra a indicação e classificou o episódio como um reflexo de “ódio e ressentimento” que contaminaram o processo institucional.

    Wagner defendeu a trajetória de Messias, destacando suas competências técnicas e morais. “Jorge Messias é um jovem concursado, um professor de profundo conhecimento e de reputação elevada. Ninguém levantou nada contra ele. Mas o que deveria ser uma sabatina de confirmação virou uma antecipação eleitoral e muita pregação de ódio”, lamentou o senador.

    Resposta às acusações de traição

    Diante de rumores de que teria atuado para minar a candidatura de Messias, Wagner foi enfático ao negar qualquer movimento de boicote. Ele atribuiu as críticas a uma tentativa de encontrar “culpados” para o resultado negativo no plenário.

    “Apontaram o dedo para mim, mas não estou nem um pouco preocupado. Estou absolutamente tranquilo, as pessoas conhecem o meu trabalho. Fui eu que ajudei a aprovar o Zanin e o Flávio Dino, então estou muito à vontade para dizer que, infelizmente, o que aconteceu com o Jorge foi um jogo de ressentimento”, afirmou o parlamentar.

    O senador reiterou sua lealdade ao presidente Lula, reforçando que mantém uma relação de confiança e acerto com o Executivo. “As pessoas que precisam se justificar [pela derrota] é que buscam culpados”.