Publicado em 11/05/2026 às 17h46.

Bruno Reis envia projeto que propõe a criação do Conselho da Mulher em Salvador

Projeto tramita na Câmara e prevê a criação de fundo específico e de 48 vagas no Conselho

Gabriela Encinas
Foto: Raphael Minho/bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), encaminhou à Câmara Municipal (CMS) nesta segunda-feira (11) dois projetos para análise dos vereadores, entre eles a proposta nº 148/2026, que prevê a criação do Conselho Municipal da Mulher (CMM).

A medida altera dispositivos da Lei nº 3.542/1985. Segundo o texto enviado pelo Executivo, o Conselho ficará vinculado à secretaria responsável pelas políticas públicas para mulheres e juventude, com a missão de formular, acompanhar e promover ações voltadas à garantia dos direitos femininos. 

O prefeito adiantou na última quinta-feira (7) que enviaria projetos para a Casa Legislativa. A proposta estabelece que o Conselho será composto por mulheres, serão 24 conselheiras titulares e 24 suplentes, sendo metade indicada pelo poder público e metade escolhida por entidades da sociedade civil. As representantes terão mandato de dois anos, com possibilidade de recondução, e a presidência funcionará em regime de alternância entre integrantes do Executivo e da sociedade civil.

O projeto também prevê a realização de um processo eleitoral para escolha das representantes da sociedade civil, com divulgação oficial no Diário Oficial do Município (DOM) e organização de uma comissão eleitoral formada por servidoras municipais e observadoras.

Entre as representantes do poder público, o projeto prevê uma vaga para cada área, veja todas:

  • Políticas Públicas para Mulheres e Juventude
  • Articulação de Governo
  • Promoção Social, Esporte e Lazer
  • Educação
  • Saúde
  • Reparação e LGBT
  • Cultura
  • Transporte
  • Emprego e Renda
  • Gestão Pública
  • Representação Jurídica do Município
  • Sustentabilidade e Resiliência

As representantes da sociedade civil deverão atuar nos seguintes segmentos, uma vaga para cada setor:

  • Direitos das empregadas domésticas
  • Movimento negro
  • Movimento juvenil feminino
  • Segmento religioso
  • Comunidades quilombolas e indígenas
  • Segmento científico universitário
  • Movimento LGBTQI+
  • Segmento sindical feminino
  • Empreendedorismo feminino
  • Cultura e arte feminina
  • Enfrentamento à gordofobia
  • Associações de bairro e comunitárias
Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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