Wagner diz ter sido ‘traído’ em votação secreta que rejeitou Messias ao STF

    Senador afirmou que a rejeição teve motivação política

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, comentou nesta segunda-feira (11) a rejeição da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-governador da Bahia ainda afirmou que o resultado da votação secreta foi uma surpresa e sugeriu ter sido “traído” no processo.

    “Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente nós fomos traídos ou eu fui traído, porque minha conta nunca baixou de 41 votos. Eu disse a muitos dos senadores e senadoras que não era justo deixar uma marca de rejeitado num jovem que é concursado da AGU, que prestou serviço à presidenta Dilma, a mim e ao presidente Lula, e sempre contribuiu muito com o serviço público federal por um projeto em favor do Brasil. Mas resolveram fazer daquele episódio uma vingança ou uma antecipação do processo eleitoral”, avaliou Jaques Wagner em entrevista à GloboNews.

    O senador também relatou bastidores da articulação no Senado e disse ter recebido projeções diferentes sobre o resultado da votação.

    “Na minha convicção, Messias seria aprovado no mínimo de 41, podendo ter 43, 44, 45 votos e ele virou e me disse: ‘Vocês vão perder por oito’. Então, ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete. Como é que ele tem essa precisão desta contagem no voto secreto? Só perguntando a ele”, disse durante a entrevista.

    Wagner classificou o resultado como uma “decepção” e afirmou que a rejeição teve motivação política, ligada a disputas mais amplas no cenário nacional.