Publicado em 12/05/2026 às 11h42.

Alimentos e habitação puxam inflação de abril na Grande Salvador

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Neison Cerqueira
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A inflação de abril na Região Metropolitana de Salvador (RMS) foi impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços dos alimentos e da habitação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da região fechou o mês com alta de 0,64%, com reajustes em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso no orçamento das famílias, registrou alta de 1,01% e exerceu a maior pressão sobre o índice, mesmo apresentando desaceleração em relação a março, quando havia subido 2,26%.

O avanço foi puxado, principalmente, pelos alimentos consumidos dentro de casa, que tiveram aumento de 1,07%. Entre os itens que mais subiram estão o leite longa vida, com alta de 12,21%, além de tubérculos, raízes e legumes (6,99%). Produtos como cenoura (27,27%), cebola (10,08%) e tomate (7,01%) também registraram aumentos expressivos.

Entre os 10 itens que mais subiram de preço em abril, nove são alimentos. A única exceção foi o óleo diesel, que teve aumento de 6,73%.

Outro grupo que pressionou a inflação foi o de Habitação, que registrou alta de 1,50% no mês, após ter apresentado queda de -0,30% em março. O aumento foi impulsionado, principalmente, pelos reajustes no gás de botijão (4,77%), que teve a maior influência individual no índice, e na energia elétrica residencial (2,23%).

Por outro lado, o grupo Transportes foi o único a apresentar queda de preços na RMS em abril, com -0,30%, ajudando a conter a inflação. A redução foi influenciada, sobretudo, pela forte queda nas passagens aéreas (-23,15%), item que registrou a maior baixa no mês.

INPC também desacelera na região

Além do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na Região Metropolitana de Salvador também apresentou desaceleração em abril. O indicador ficou em 0,77%, abaixo do resultado de março (1,52%), mas ainda acima do IPCA do mês.

Mesmo com a desaceleração, o índice foi o mais alto para um mês de abril nos últimos quatro anos, desde 2022, quando havia registrado 0,84%.

Entre as 16 áreas pesquisadas, o resultado da RMS foi o 9º maior, empatado com a Região Metropolitana de Porto Alegre (0,77%), ficando ligeiramente abaixo da média nacional, que foi de 0,81%.

O INPC mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, nas quais o responsável pelo domicílio é assalariado.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o índice na Região Metropolitana de Salvador chegou a 3,19%, acima da média nacional (2,70%) e o segundo maior entre as regiões pesquisadas, atrás apenas da Região Metropolitana de Fortaleza (3,24%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses até abril, o INPC da RMS registra alta de 4,19%, o sétimo maior índice entre as 16 áreas pesquisadas, também acima da média nacional, que ficou em 4,11%.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

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