Publicado em 12/05/2026 às 15h02.

Projeto educacional da Chapada Diamantina conquista prêmio nacional

O projeto da professora Tamiles Pires da Silva integra a sustentabilidade ao dia a dia dos alunos

Redação
Projeto da professora Tamiles integra agroecologia, robótica e sustentabilidade(Foto: Divulgação)

 

Uma professora do Colégio Municipal Elzita Ribeiro Vieira, em Lapão, na Chapada Diamantina, foi premiada por um projeto que integra agroecologia, robótica e sustentabilidade. Ela e outros dez professores, dos estados da Paraíba, Sergipe, Pará, São Paulo, Mato Grosso e Alagoas participaram de uma viagem para Bonito (MS).

O reconhecimento ocorreu através do Global Goals Educa – Conectando para Transformar Vidas, programa nacional que capacita educadores para desenvolver ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU (Organização das Nações Unidas). O programa é realizado pela NTICS Projetos, com patrocínio da Áster. 

O projeto da professora Tamiles Pires da Silva integra a sustentabilidade ao dia a dia dos alunos, conectando disciplinas de maneira concreta para transformar o ambiente escolar e promover a conscientização socioambiental. 

Em um diagnóstico inicial, a professora identificou com os alunos a necessidade de olhar  para a preservação do lençol freático, a redução da geração de resíduos, a melhoria da qualidade do ar e o debate sobre os impactos do uso de agrotóxicos, aproximando o aprendizado de questões urgentes da realidade local.

Com a agroecologia como eixo central, os alunos participaram da criação de hortas e do cultivo orgânico, aprendendo na prática sobre o cuidado com o solo, o tempo de produção e a importância de uma alimentação mais saudável. Hoje, os alimentos cultivados na escola passaram a ser utilizados na própria cantina, fortalecendo a relação dos estudantes com aquilo que consomem e ampliando a consciência sobre a origem dos alimentos.

“O mais importante foi ver o projeto sair do papel e fazer parte do dia a dia da escola. Hoje, os alunos entendem melhor de onde vem o alimento, participam do processo e se envolvem de verdade com o que consomem. Isso muda a forma como eles aprendem e como se relacionam com o ambiente ao redor”, destaca a professora.

A partir dessa base, o projeto se desdobrou em diferentes áreas do conhecimento. Na disciplina de robótica, os alunos desenvolveram protótipos com materiais reciclados, unindo tecnologia e reaproveitamento. Já nas áreas de arte e literatura, produziram cartazes, textos e materiais de conscientização, ampliando o alcance das ações dentro da escola e junto à comunidade.

O projeto também envolveu famílias e moradores da região, com atividades abertas e momentos de troca de conhecimento, fortalecendo o vínculo entre escola e território e ampliando o impacto das ações para além do ambiente escolar.

Iniciativa premiou dez professores de sete estados com viagem para Bonito (MS)

Como reconhecimento, os professores premiados participaram de uma viagem para Bonito (MS), referência em preservação ambiental e ecoturismo, onde puderam vivenciar, na prática, experiências ligadas à sustentabilidade e ampliar o repertório para aplicação em sala de aula.

A experiência funcionou como uma extensão dos próprios projetos, conectando teoria e prática em um contexto real de sustentabilidade e reforçando, na vivência, o papel dos educadores como agentes de transformação em seus territórios.

De acordo com Luiz Piccinin, presidente da Áster, o apoio à iniciativa é resultado de um movimento necessário na sociedade civil. “Nós defendemos a ideia de que a responsabilidade por mudanças sociais, ambientais, econômicas e educacionais não pode ficar restrita aos governos. A sociedade também tem a possibilidade de buscar parcerias e de se movimentar para encontrar soluções coletivas para problemas que afetam toda a sociedade. Começar pelas escolas, na nossa visão, é um dos melhores caminhos”, finaliza Piccinin.

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