Publicado em 12/05/2026 às 20h18.

Defensores públicos da Bahia paralisam atividades por valorização e direitos

Representante diz que categoria enfrenta um cenário crítico de defasagem, tendo passado dez anos sem recomposição salarial

Redação
Foto: Divulgação/Ascom

 

As defensoras e defensores públicos do Estado da Bahia iniciaram, nesta terça-feira (12), uma paralisação de 48 horas como forma de protesto por melhores condições de trabalho e pela manutenção de direitos da categoria.

O movimento, organizado pela Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Estado da Bahia (ADEP-BA), suspende as atividades ordinárias hoje e amanhã, mantendo apenas o atendimento a medidas de urgência previstas em resoluções do Tribunal de Justiça.

A mobilização busca sensibilizar o governo e a sociedade para a necessidade de investimento em uma carreira que atua diretamente na defesa da população em situação de vulnerabilidade.

De acordo com a presidenta da ADEP-BA, Bethânia Ferreira, a categoria enfrenta um cenário crítico de defasagem, tendo passado dez anos sem recomposição salarial.

A representante destaca que as reivindicações não envolvem benefícios extraordinários, mas sim direitos assegurados por lei e de natureza indenizatória. Segundo Ferreira, o argumento de que a classe possuiria benefícios excessivos é equivocado, afirmando categoricamente que “Defensor Público nunca teve ‘penduricalho'”.

A agenda de mobilização prevê um ato público nesta quarta-feira (13), às 10 horas, na sede da Defensoria Pública, situada no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Durante o evento, será realizada a entrega formal dos pedidos e protocolos da categoria, reforçando a mensagem de que “quando a atuação de defensoras e defensores públicos é enfraquecida, quem perde é a população vulnerável”.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.

Mood Club