Publicado em 18/05/2026 às 10h06.

Bruno Reis pede que rodoviários aguardem escala 5×2 para repensar greve

"Talvez seja o pior momento do transporte público, crítico, por conta da situação da guerra do Irã", disse o prefeito de Salvador

Lívia Patrícia / Daniel Serrano

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (18) que esse talvez seja um dos piores momentos para as empresas de transporte público e pediu para que os rodoviários esperem a possível aprovação da escala 5×2 para que possam avaliar as reivindicações que mobilizaram a greve aprovada neste mês.

Na última quinta-feira (14), os rodoviários de Salvador votaram pela decretação de greve na cidade impactando – informação reiterada ao bahia.ba pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, o vereador Hélio Ferreira (PCdoB). Os trabalhadores pedem outras melhorias para a categoria, como aumento diferenciado no ticket a mudança das cartas horárias e a redução das jornadas excessivas.

Em entrevista a jornalistas durante o evento de lançamento da Lei do Programa Vida Nova e da apresentação Índice de Vulnerabilidade Social, o prefeito da capital baiana voltou a afirmar que espera que um acordo entre as empresas e os profissionais seja firmado antes da sexta-feira (22), data prevista para a paralisação.

Bruno Reis contou que entrou em contato com o presidente do sindicato pela manhã e confirmou a publicação do edital de greve.

“Agora cabe ao sindicato patronal entrar com o dissídio coletivo. Deve entrar hoje ou mais tarde, amanhã. Aí o Tribunal Regional do Trabalho chama para tentar me mediar um acordo, acordo este que não ocorreu sexta-feira (15), na Delegacia Regional do Trabalho, e que a gente possa espera que possa ocorrer, faz um apelo para que ele ocorra até quinta-feira (21)”, declarou o prefeito.

O político argumentou em prol das empresas, afirmando que “talvez seja o pior momento do transporte público, crítico, por conta da situação da guerra do Irã”

Segundo ele, devido ao aumento no preço do diesel está gerando um desequilíbrio para as contas ” Para vocês terem ideia, eles já estão reivindicando é R$ 6 milhões por mês de desequilíbrio do subsídio. […] É mais do que o valor mensal que a prefeitura paga, em média de R$ 5 milhões do subsídio”, declarou Bruno Reis. “Então, só esse aumento do diesel, praticamente está dobrando a conta da prefeitura. Eles apresentaram os balanços que em julho não tem mais saldo financeiro para honrar os compromissos.”

Além disso, o prefeito de Salvador defendeu que os trabalhadores deveriam esperar a aprovação da escala 5×2, que deve ser votada no fim deste mês. Bruno Reis declarou que “fatalmente, a previsão é a Câmara aprovar, no dia 27, o relatório” e que as empresas já terão que se readequar às cargas horárias e fazer mais contratações, agravando a situação dos empresários.

“O que eu peço aos trabalhadores é que esperem a aprovação da escala 5×2, que talvez resolva boa parte dos problemas existentes de hora extra, trabalho aos finais de semana e, com isso, possa chegar a um entendimento onde todos saiam em condições melhores do que as atuais”, concluiu.

Lívia Patrícia
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

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