Publicado em 21/05/2026 às 12h48.

Operação investiga esquema de sonegação fiscal de R$ 400 milhões

Um servidor publico estadual foi preso na ação

Redação
Operação Khalas (Foto: divulgação/MP-BA)

 

Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (21) em uma operação de combate à sonegação fiscal na Bahia. A apuração aponta que o esquema sonegou R$ 400 milhões no setor de combustíveis.

Batizada de “‘Operação Khalas”, ação resulta de investigações de uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, que teria causado um prejuízo aos cofres públicos estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas (conhecidas como “batedeiras”).

De acordo com o g1, o servidor público estadual preso é Olavo José Gouveia Oliva, auditor fiscal que atua na Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC), da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA). Com ele, foram encontrados R$ 250 mil em dinheiro.

Além das prisões, foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.

Dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados das funções. As investigações do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Polícia Civil e da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais.

A ‘Operação Khalas’ é coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip/ Sefaz) e Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco). Ela é um desdobramento das apurações decorrentes da ‘Operação Primus’, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e visa desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização.

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