Publicado em 24/05/2026 às 12h15.

Margareth defende cultura popular como ferramenta climática

Ministra destacou povos tradicionais e geração de renda durante evento no ES

Redação
Tomaz Silva/Agência Brasil

 

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que os saberes tradicionais e populares têm papel fundamental na preservação ambiental e no enfrentamento da crise climática. A declaração foi dada durante a 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz, no Espírito Santo.

O encontro, que segue até este domingo (24), reuniu representantes de povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas para discutir temas ligados à justiça climática, cultura e preservação da biodiversidade.

Durante entrevista à Agência Brasil, a ministra destacou que práticas culturais ancestrais guardam memórias importantes sobre convivência sustentável com a natureza.

“Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar”, afirmou.

Segundo Margareth, manifestações culturais de povos originários, de terreiro e comunidades tradicionais ajudam a fortalecer a relação entre sociedade e meio ambiente.

Cultura como ferramenta de transformação

Ao comentar o papel da cultura diante das mudanças climáticas, a ministra defendeu que a arte pode provocar mudanças de comportamento na sociedade.

“A cultura é uma grande ferramenta para isso e existem exemplos dentro das práticas culturais, especialmente desses povos, de como conviver com a natureza”, declarou.

Margareth também ressaltou que o investimento em cultura popular pode gerar transformação social, qualificação profissional e emancipação econômica.

“Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, com mais geração de emprego e renda”, disse.

Evento debate culturas indígenas e tradicionais

A edição deste ano da Teia Nacional dos Pontos de Cultura teve como foco principal os debates sobre culturas tradicionais e justiça climática.

Entre as atividades promovidas no evento esteve o primeiro encontro para construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas, além da assinatura de atos voltados para mestres e mestras da cultura popular.

De acordo com a ministra, o plano será desenvolvido a partir de escuta e diálogo com os povos originários.

“A cultura indígena são culturas. Há 300 línguas que ainda estão preservadas. Para chegar a isso, é uma grande construção”, afirmou.

Ministra destaca crescimento dos Pontos de Cultura

Margareth Menezes também falou sobre a expansão dos Pontos de Cultura no país desde o retorno do Ministério da Cultura.

Segundo ela, o número de iniciativas cadastradas saltou de 4 mil para 16 mil durante a atual gestão federal.

A ministra ainda destacou o alcance internacional do programa Cultura Viva, que completa 22 anos em 2026.

“Eu estive na China no mês passado e ali se inaugurou o primeiro ponto de cultura brasileiro da Ásia, em Xangai”, contou.

Para Margareth, a ampliação das políticas culturais tem fortalecido setores criativos em praticamente todo o país, impulsionando produção cultural, economia criativa e geração de renda.

 

*As informações são da Agência Brasil

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