Publicado em 27/05/2026 às 18h28.

Marta cobra ‘ação concreta’ além de câmeras após violência sexual na Lapa

A edil afirmou que o episódio escancara a vulnerabilidade de mulheres e meninas no sistema de transporte da capital baiana

Redação
Foto: Assessoria/Marta Rodrigues

A vereadora Marta Rodrigues cobrou, nesta quarta-feira (27), medidas urgentes de proteção às mulheres no transporte público de Salvador após o estupro de uma adolescente de 15 anos na Estação da Lapa, ocorrido na última terça-feira (26). O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

A edil afirmou que o episódio escancara a vulnerabilidade de mulheres e meninas no sistema de transporte da capital baiana e defendeu respostas mais efetivas do poder público. “O que aconteceu é inadmissível e exige respostas contundentes do poder público e das estruturas de segurança”, afirmou.

Segundo Marta, o crime não pode ser tratado como um caso isolado e revela um cenário de medo constante vivido por usuárias do transporte público.

“Uma menina voltando da escola pra casa teve sua trajetória interrompida pela violência dentro do principal terminal urbano da cidade, que deveria representar circulação, segurança e proteção para o povo. É impossível tratar como mais um caso isolado. O que aconteceu escancara o medo cotidiano que mulheres enfrentam ao utilizar o transporte público em Salvador”, disse.

Autora da Lei nº 9.835/2025, que prevê a criação de vagões exclusivos para mulheres no metrô, a vereadora destacou que o enfrentamento à violência de gênero exige mais do que ações simbólicas.

“O papel das leis é fundamental. É urgente implementar mecanismos reais de prevenção, resposta rápida e proteção dentro das estações, terminais e ônibus da cidade”, afirmou.

Marta também criticou a dependência exclusiva de câmeras de monitoramento como ferramenta de segurança. “Câmeras não bastam, é preciso ação concreta e urgente de proteção às mulheres. As mulheres querem sobreviver ao trajeto até em casa ou ao trabalho e não apenas ver ação depois da violência consumada”, disse.

A vereadora questionou ainda a efetividade dos sistemas de vigilância diante da ocorrência do crime. “A jovem foi puxada à força para o sanitário masculino e, mesmo com milhares de câmeras no terminal, nenhuma impediu a ação dos três homens”, declarou.

Para ela, o caso reforça a necessidade de políticas públicas mais rigorosas e efetivas no combate à violência contra mulheres.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.

Mood Club