Hugo Motta diz que redução da escala 6×1 não atrapalha produtividade

    Presidente da Câmara classificou aprovação da PEC como medida de promoção da saúde

    Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que os avanços sociais costumam enfrentar resistências ao comentar sobre a redução da escala de trabalho 6×1. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (27), após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

    “A história nos mostra que os avanços civilizatórios sempre enfrentaram resistências. Foi assim quando se decidiu criar a Carteira de Trabalho. Foi assim quando o país adotou o fim da escravidão. Os contrários diziam que o país não suportaria, mas o Brasil optou pelo avanço, fruto de nossas decisões políticas”, disse Motta.

    “Por isso, reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários. É uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública”, completou.

    A PEC foi aprovada no plenário da Câmara por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo. Além da diminuição na escala de trabalho, ela também reduz a jornada semanal de 44 horas para 40. O tempo de implantação da nova carga horária será de 14 meses.

    Depois de longo debate político, a pauta passou por votação na comissão especial da Câmara também na quarta. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), não teve o apoio apenas dos deputados do PL e do Novo. Agora, a proposta será encaminhada ao Senado Federal.

    “A redução de jornada não é a vilã de produtividade. Precisamos reconhecer uma realidade: o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho no mundo. Ao mesmo tempo, convive há décadas com a estagnação da produtividade. Isso mostra que produtividade não pode continuar sendo medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas”, concluiu Motta.