Marcelo Guimarães avalia polarização: ‘Eleição será decidida nos detalhes’

    Pré-candidato a suplente no Senado critica excesso de pré-campanhas e defende mudança na legislação

    Foto: Reprodução/Youtube

    O pré-candidato a suplente no Senado, Marcelo Guimarães Filho (Podemos), analisou nesta quinta-feira (28) o cenário político nacional e afirmou que a disputa presidencial de 2026 tende a ser marcada pela polarização. Durante participação no Politiquestion, podcast do bahia.ba, o ex-deputado comentou pesquisas recentes e avaliou que a corrida pelo Palácio do Planalto deverá ocorrer de forma acirrada.

    Ao comentar um levantamento divulgado nesta quinta pela Meio/Ideia, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de possíveis adversários em cenários de segundo turno, Marcelo destacou que, apesar de a campanha eleitoral ainda não ter começado oficialmente, a movimentação política já ocorre nos bastidores.

    Para ele, o atual modelo eleitoral permite uma espécie de antecipação informal da disputa. “nós estamos em pré-campanha, eu acho até que a legislação tem que mudar, porque tá todo mundo fazendo campanha. A verdade é essa, todo mundo dizendo que é pré-candidato. Os governadores estão fazendo [campanha mesmo], o governo Lula tá fazendo [campanha], mas vamos lá…”.

    Na avaliação do pré-candidato, a eleição presidencial poderá ser definida nos detalhes caso nada muito grande ocorra. Marcelo afirmou acreditar que existe um desgaste entre os dois principais campos ideológicos e disse que o eleitor tende a optar pelo candidato considerado “menos pior”. “Eu acho que a eleição vai ser decidida nos detalhes, se não acontecer nada extraordinário, [como] Banco Master, ou qualquer outra coisa, até uma facada se não acontecer vamos ter uma disputa polarizada, entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula”, declarou.

    Apesar de reconhecer a força da polarização, Marcelo Guimarães Filho afirmou não considerar esse cenário positivo para a democracia. “Eu não acho interessante [a polarização], era bom que nós tivéssemos mais candidatos com mais chances de vencer, que significaria mais propostas para a população decidir”, disse.