Wagner rebate críticas de Coronel e lembra apoio do PT: ‘Aqui ele achava tudo bom’

    Senador reagiu a ataques ao PGP e questionou mudança de discurso do ex-aliado

    Foto: Divulgação / ALBA

    As críticas feitas por Angelo Coronel (Republicanos) ao Programa de Governo Participativo (PGP) provocaram reação dentro da base governista. Nesta sexta-feira (29), o senador Jaques Wagner (PT) afirmou que o ex-aliado passou a desqualificar uma estrutura política que, segundo ele, foi fundamental para a sua ascensão na vida pública baiana.

    Ao comentar as declarações do parlamentar, Wagner ressaltou que Coronel ocupou cargos de destaque quando integrava o grupo liderado pelo PT e questionou a mudança de posicionamento após sua aproximação com a oposição.

    “Acho que ele viveu aqui sete anos e pouco e não deveria sair falando mal. Porque foi esta casa, repito, que o fez presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e senador. Mas, se ele acha isso, a fala dele não tem muito valor, porque quando estava aqui ele achava tudo bom e, quando sai, acha ruim. Não vale, não”, afirmou.

    A declaração foi dada em meio às discussões sobre a pré-campanha eleitoral de 2026, que já movimenta lideranças governistas e oposicionistas na Bahia.

    A resposta de Wagner ocorre após Angelo Coronel criticar o Programa de Governo Participativo, principal instrumento utilizado pelo PT para coletar propostas e discutir prioridades durante a construção de programas eleitorais.

    Na avaliação do senador do Republicanos, o modelo não promove participação efetiva da população e funcionaria de forma previamente organizada.

    “Fala para a mesma bolha, as mesmas pessoas, as mesmas lideranças. Não abrem o microfone para cobrar, já tem o script feito com o momento da fala e o tópico da fala, não há nada de novidade. Eu participei e vi que a coisa não é aberta”, declarou Coronel.

    O parlamentar também afirmou que o programa seria conduzido sem escuta ampla das comunidades e defendeu que a oposição amplie o diálogo com setores que, segundo ele, não se sentem representados pelo atual grupo político.

    Antes de se filiar ao Republicanos e integrar o grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil), Angelo Coronel fez parte da base de apoio dos governos petistas na Bahia.

    Foi nesse período que o senador pré-candidato à reeleição presidiu a ALBA, durante o biênio 2017-2018, e posteriormente conquistou uma cadeira no Senado Federal.