Coronel diz que PEC da escala 6×1 e horário flexível são complementares

    Parlamentar afasta tese de concorrência entre os textos e afirma que a proposta alternativa de Rogério Marinho 'fortalece o empregado'

    Foto: Gabriela Encinas/bahia.ba

    O senador e pré-candidato à reeleição em 2026, Angelo Coronel (Republicanos-BA), pronunciou-se sobre a intensa polêmica que envolve a tramitação das propostas de emenda à constituição destinadas a alterar as regras da jornada de trabalho no país.

    Na avaliação do parlamentar baiano, a PEC que prevê o fim da escala 6×1 (enviada pela Câmara) e a PEC alternativa do horário flexível, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), não são excludentes, mas sim complementares.

    “Está tendo uma polêmica muito grande sobre essas duas PECs, a PEC do governo e a PEC do Rogério Marinho. Na verdade, as propostas se completam, porque se precisa de uma análise criteriosa. Ninguém está contra o empregado em hipótese alguma, muito pelo contrário”, ponderou Coronel, que é um dos signatários do texto alternativo que já reúne o apoio de dezenas de senadores na Casa.

    Flexibilização e direitos

    O parlamentar defendeu que o modelo proposto pelo bloco de oposição, que abre espaço para negociações diretas baseadas na hora trabalhada com remuneração proporcional, traz benefícios práticos para o trabalhador.

    “A PEC da flexibilização fortalece o empregado. Então, é natural que tenha essa especulação, mas é importante que a própria imprensa e os técnicos se debruçassem e mostrassem que as duas se completam”, argumentou.

    Angelo Coronel sinalizou que a sua orientação e expectativa técnica é de que o Senado possa dar andamento a ambas as matérias sem a necessidade de um cabo de guerra ideológico.

    “Na minha ordem, as duas podem ser votadas e aprovadas sem nenhum problema, porque uma não concorre com a outra”, concluiu.