Gleisi acusa família Bolsonaro de atuar em favor de interesses dos EUA

    A ex-ministra do presidente Lula (PT) se posicionou em favor do Pix e contra as ações dos Bolsonaros nos EUA

    Foto: Reprodução/Instagram @gleisihoffmann

    Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (4), a deputada federal e ex-ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou as declarações de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o sistema de pagamentos instantâneos Pix e a relação do Brasil com os Estados Unidos.

    No texto publicado no X, antigo Twitter, Gleisi rebate a afirmação do senador Flávio Bolsonaro de que o Pix seria uma realização do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo a postagem, o sistema é uma infraestrutura pública criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil, tendo sido desenvolvido pela instituição financeira responsável pela política monetária do país.

    A petista também criticou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro por supostamente defender a adoção do Zelle, plataforma privada de transferências bancárias utilizada nos Estados Unidos, como parte de uma negociação para reduzir medidas tarifárias impostas pelos norte-americanos ao Brasil.

    Na avaliação dela, a proposta representaria a substituição de um sistema público nacional por uma solução privada estrangeira. O texto afirma ainda que o Zelle é operado por bancos americanos e sustenta que a iniciativa atenderia a interesses dos Estados Unidos em detrimento dos brasileiros.

    A postagem também faz críticas à atuação da família Bolsonaro no cenário político e judicial. Gleisi cita o julgamento de Eduardo Bolsonaro previsto para o próximo dia 16 e defende o avanço de outros processos e pedidos em tramitação envolvendo o parlamentar e aliados.

    Até o momento, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro mantêm o discurso de que suas posições buscam fortalecer as relações entre Brasil e Estados Unidos, enquanto críticos apontam que determinadas propostas podem afetar instrumentos considerados estratégicos para a soberania econômica nacional, como o Pix.