Wagner prevê avanço da PEC do fim da escala 6×1 no Senado

    Senador afirma que crise entre governo Lula e Hugo Motta será superada

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O senador Jaques Wagner (PT) demonstrou confiança na tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que a matéria não deverá enfrentar resistência significativa no Senado.

    Ao comentar o tema nesta quinta-feira (11), o petista avaliou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tem potencial para avançar na Casa após ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atualmente presidida pelo senador Otto Alencar (PSD).

    Segundo o parlamentar, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Uniáo Brasil), encaminhe a matéria para análise da comissão nos próximos dias.

    “Estamos esperando que o presidente Davi mande para a Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida por Otto Alencar, e não acho que nós vamos ter dificuldade de aprovar”, declarou.

    Relação entre governo e Congresso

    Durante a entrevista, Wagner também comentou os recentes desgastes na relação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional.

    Na avaliação do senador petista, o episódio que provocou atritos entre os Poderes não deve comprometer as votações consideradas estratégicas para o Executivo.

    “Eu acho que a gente vai acertar. O presidente Lula é um homem de muita sabedoria. O presidente Davi também. É óbvio que o episódio arranhou a relação, mas isso tudo é recuperado e vai ser recuperado”, afirmou.

    Confiança na aprovação da proposta

    Ao defender a PEC que propõe mudanças na jornada de trabalho, Wagner lembrou que a discussão já encontrou amplo apoio entre os parlamentares durante sua tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a expressiva votação favorável registrada anteriormente indica que o cenário tende a se repetir no Senado.

    “A 6×1 foi aprovada na Câmara com mais de 470 votos. É praticamente uma unanimidade. Os partidos que atuam na Câmara são os mesmos que atuam no Senado”, argumentou.

    O senador acrescentou que espera ter uma definição mais clara sobre o andamento da proposta já na próxima semana. “Acredito que, a partir da semana que vem, a gente vai ter uma visão mais clara sobre essa história”, concluiu.