‘Eu amo que o futebol não é justo’, diz Wagner Moura

    Ator baiano destacou a emoção do futebol, criticou o excesso de interferência tecnológica e celebrou a alegria dos jogadores dentro de campo

    Foto: Reprodução/The Athletic

    Em entrevista ao The Athletic, o ator baiano Wagner Moura falou sobre sua relação com o futebol, a emoção da Copa do Mundo e os elementos que fazem o esporte ser tão especial. Torcedor declarado do Vitória, o baiano destacou que uma das coisas que mais gosta no futebol é justamente a imprevisibilidade do jogo.

    “Uma coisa que eu amo no futebol é que o futebol não é justo”, afirmou Moura durante a conversa. Para ele, a falta de controle absoluto é parte do encanto do esporte, que permite momentos inesperados e histórias que ficam marcadas na memória dos torcedores.

    O ator também comentou sobre a tecnologia no futebol e disse sentir falta de algumas características do jogo antes da chegada do VAR. Segundo ele, lances polêmicos e erros de arbitragem também fazem parte da construção da história do esporte. “Eu não gosto quando eles precisam ir ao monitor para conferir. Eu amo quando o juiz não viu alguma coisa. Por exemplo, quando o Maradona fez aquele gol com a mão, acho isso fascinante”, disse.

    Foto: Reprodução/ESPN

     

    Durante a entrevista, Wagner Moura também revelou o desejo de ver uma seleção africana conquistando a Copa do Mundo. Ele citou Senegal e Costa do Marfim como equipes que gostaria de ver levantando o troféu e afirmou que o crescimento do futebol africano tem chamado atenção. “Eu adoraria ver uma seleção africana como campeã. Seria merecido”, comentou.

    Moura ainda relembrou a identidade do futebol brasileiro e a relação com a alegria dentro de campo. Ao falar sobre jogadores como Vinicius Júnior e as críticas às comemorações com dança, o ator defendeu a celebração como parte da cultura do esporte. “Eu penso em como o Brasil costumava jogar quando vejo essas seleções africanas jogando. Existe uma felicidade, algo que eu sinto falta. Por isso eu amo quando vejo o Vini Jr. dançando. As pessoas dizem que ele não deveria dançar, que é desrespeitoso. Não, cara. Dance. Dance”, afirmou.

    Sobre a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções, Moura disse ser favorável ao novo formato por considerar o torneio mais inclusivo. “Você pode ver mais países, mais culturas”