Publicado em 25/06/2026 às 11h34.

Vazamento na Barragem do Ceraíma preocupa produtores rurais do sudoeste baiano

Segundo estimativas, a perda de água chega a aproximadamente 300 mil litros por hora

Redação
Vazamento na Barragem do Ceraíma, em Guanambi (Fotos: reprodução/ Prefeitura de Guanambi)

 

Produtores rurais e gestores de Guanambi demonstraram preocupação com um vazamento na comporta da Barragem de Ceraíma. O prefeito Nal Azevedo (AVANTE) e o secretário municipal de Agricultura, Vanderlei Florêncio, conhecido como Vanderlei de Ceraíma (AVANTE), cobraram publicamente, nesta quinta-feira (25), providências à CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

Informações da Cooperativa Agrícola de Ceraíma (COOPERC) indicam que a empresa All Energy assinou contrato com a CODEVASF para executar os serviços de reparo na estrutura e conter o vazamento.

Segundo estimativas, a perda chega a aproximadamente 300 mil litros por hora. Segundo Vanderlei do Ceraíma, o desperdício é ” inaceitável diante da importância da barragem para a produção agrícola da região”. “Calculamos que o volume de água perdido seria suficiente para irrigar quase 200 hectares de manga e outras culturas ao longo de um ano inteiro”, disse o secretário municipal.

O Perímetro Irrigado de Ceraíma tem mais de 1.000 hectares distribuídos em 137 lotes de produção, cultivando cerca de 15 variedades de frutas e cereais. A produção é comercializada em toda a região e enviada para diversos estados brasileiros, gerando mais de 3 mil empregos diretos e indiretos e movimentando mais de R$ 1 milhão por mês na economia local.

Em entrevista ao portal achei Sudoeste,  Marco Antônio Biludo, presidente da COOPERC, explicou que o problema já existe há cerca de 10 anos, mas intensificou na última semana. Diante disso, a Codevasf chegou a dar início a uma obra para reparar os danos, mas interrompeu o trabalho.

Para o prefeito Nal Azevedo, o desperdício de água em decorrência do vazamento agrava ainda mais o cenário de escassez já enfrentado pelos produtores ruais.  “Já convivemos com a escassez de chuvas e com a retirada de água pela Embasa para o abastecimento de outros municípios, mesmo após a implantação da Adutora do Algodão. Esse vazamento compromete ainda mais a disponibilidade hídrica da barragem e prejudica a atividade produtiva”, destacou.

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