O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), defendeu os avanços nos indicadores educacionais da Bahia durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada neste sábado (27), em Barreiras.
Em discurso para lideranças da Bacia do Rio Grande, o ex-ministro da Casa Civil enfatizou a queda nos índices de evasão no Ensino Médio e utilizou os dados do Censo Escolar para legitimar a eficiência das políticas públicas estaduais e federais de transferência de renda voltadas à permanência estudantil.
“Essa semana saiu um resultado estatístico sobre a educação no Brasil, sobre a evasão escolar no Ensino Médio, que são os alunos que abandonam o Ensino Médio, [o antigo] segundo grau. Antes da gente chegar ao governo, esse índice era de quase 20%. Hoje, é 3%! Isso me deu um orgulho retado, é um dos menores do Brasil”, detalhou Rui Costa.
No intervalo entre os anos de 2022 e 2025, o abandono de sala de aula no Ensino Médio baiano recuou de 12,9% para 3%, acompanhado pela retração nas taxas de reprovação, que passaram de 16,3% para 4,6%, e pela queda na distorção idade-série, reduzida de 41,3% para 24%.
De acordo com a avaliação de Rui, o resultado é reflexo direto do impacto orçamentário de programas como o estadual Bolsa Presença e o nacional Pé-de-Meia, cujos aportes conjuntos ultrapassaram o patamar de R$ 1,5 bilhão em 2025.
Além de comemorar os indicadores da rede estadual, Rui Costa cobrou engajamento das administrações municipais do Oeste baiano no fortalecimento das etapas iniciais de aprendizagem e no combate ao analfabetismo.
“Mas o que a gente quer é que nenhum adolescente que entrou no segundo grau abandone a escola, queremos que ele conclua o segundo grau. Todo mundo aqui sabe o esforço que é construir uma casa, se a base for mal feita, a casa cai ou vai rachar. Na educação, é a mesma coisa. É por isso que a educação infantil é tão importante. E eu quero parabenizar os prefeitos que estão aqui, porque a Bahia deu um salto enorme na educação infantil”, afirmou.
Rui Costa também aproveitou a oportunidade para contrapor a evolução dos dados do interior com os gargalos estruturais registrados na capital baiana, polarizando o debate diretamente com o grupo político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
“comparem. É preciso comparar. Quem não fez quando pôde, não vai fazer quando puder. Salvador é a cidade mais rica da Bahia, mas é a pior capital no ensino infantil e a pior em oferta de creche. Eles governam Salvador há quase 16 anos, é o ex-prefeito de lá que quer enfrentar Jerônimo, mas eles têm os piores resultados em educação do Brasil”, lembrou.
A plenária do PGP em Barreiras reuniu a cúpula majoritária do partido no estado, incluindo o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner, além de dezenas de prefeitos, deputados e lideranças regionais alinhadas à base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

