Publicado em 30/06/2026 às 14h11.

Capitão Alden defende plano de Flávio Bolsonaro e vê PCC e CV como terroristas

O deputado também defendeu que o crime organizado no Brasil ultrapassou os limites da criminalidade

Redação
Foto: Divulgação / Assessoria

 

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou nesta terça-feira (30) que o programa “Brasil Sem Medo” surge como uma resposta ao crescimento da violência e ao fortalecimento do crime organizado no país. Para o parlamentar, facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) já apresentam características semelhantes às de organizações terroristas.

Em nota sobre o debate em torno da proposta apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), Alden afirmou que a iniciativa foi construída para atender às necessidades da população.

“O programa não nasceu para atender disputas acadêmicas. Nasceu ouvindo o povo real”, afirmou, citando “o comerciante extorquido, a família refém da violência e o trabalhador impedido de circular livremente”.

O deputado também defendeu que o crime organizado no Brasil ultrapassou os limites da criminalidade convencional.

“Hoje, facções como PCC e Comando Vermelho não podem mais ser analisadas apenas sob a ótica tradicional do crime comum. Estamos diante de organizações criminosas altamente estruturadas, com atuação nacional e internacional”, afirmou.

Na avaliação de Alden, a recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas por autoridades norte-americanas demonstra a dimensão alcançada por essas facções.

“Não deve ser interpretada como ameaça à soberania brasileira, mas como reconhecimento de uma ameaça concreta à segurança internacional”, disse.

O parlamentar também criticou o que considera um excesso de debates conceituais sobre segurança pública e defendeu maior agilidade na atuação do Estado diante do avanço da criminalidade.

“Enquanto parte da imprensa, da academia e de setores jurídicos insiste em debates conceituais, a realidade impõe urgência. O crime organizado continua avançando, recrutando jovens e dominando territórios”, afirmou.

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