Publicado em 01/07/2026 às 17h05.

Brasil define plano para pênaltis com Neymar como possível batedor inicial

Comissão técnica já tem sequência estruturada e testa opções para eventual disputa decisiva no mata-mata; Ancelotti participa das definições finais

Juliano Franca
Foto: Divulgação/Fifa

 

A Seleção Brasileira já trabalha com um planejamento detalhado para uma possível disputa de pênaltis na Copa do Mundo de 2026. A comissão técnica, que havia estruturado uma estratégia específica para o duelo contra o Japão, pretende manter o modelo nas próximas fases do torneio, caso seja necessário decidir jogos na marca da cal.

A principal novidade está na definição preliminar da ordem dos cobradores. Neymar, caso esteja em campo e em condições, abriria a série de penalidades. Em 2022, no confronto contra a Croácia, o camisa 10 sequer foi utilizado na disputa, já que estava previsto como o quinto batedor — decisão que, à época, foi bastante criticada após a eliminação brasileira.

Entre as opções testadas nos treinamentos e observações internas, Igor Thiago aparece com ótimo aproveitamento e figura entre os cinco primeiros nomes da lista. No grupo de jogadores de linha que estavam em campo com frequência, Bruno Guimarães, Gabriel Martinelli e Endrick também apresentam bons índices e são considerados peças confiáveis para cobranças.

Vinícius Júnior, apesar de não ser um especialista no fundamento, também vem treinando especificamente para esse cenário e pode ser utilizado. Já o capitão Marquinhos, que perdeu pênalti na decisão contra a Croácia em 2022, tem trabalhado bem nas atividades e segue como alternativa importante.

Outros nomes também entram no radar dependendo da situação física e de jogo. Raphinha, lesionado, e Casemiro, que em algumas partidas já havia sido substituído antes do fim, estariam entre os primeiros da lista caso disponíveis.

A definição final da ordem dos batedores dependerá de uma conversa entre Carlo Ancelotti e os atletas momentos antes de possíveis decisões. A comissão técnica adota a premissa de que o aspecto emocional será determinante: jogadores sem confiança poderão ser retirados da lista.

Em uma reflexão recente, Ancelotti já destacou a importância da leitura psicológica em momentos decisivos. Em março de 2025, ainda no comando do Real Madrid, o treinador relatou ter optado por escalar Rüdiger em vez de Endrick em uma disputa de pênaltis contra o Atlético de Madrid, ao perceber sinais de tensão no atacante brasileiro.

Juliano Franca
Graduando em jornalismo pela UFBA e estagiário do Bahia.BA. Feirense, fundador da Fute em Foco, crítico de cinema pelo Cine.Italo, cofundador do Daft.Cult e membro da Liga de Jornalismo Esportivo da UFBA e da Liga de Cinema e Audiovisual.

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